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Conhecendo melhor o Universo – a nossa casa

Conhecendo melhor o Universo – a nossa casa
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Informações científicas mais recentes estão permitindo conhecer melhor o universo, compreender de maneira mais clara como ele apareceu e como ele “funciona” e, para o estudioso das Ciências Paralelas entender ainda de onde originam dos seus vários pontos para o plano físico os seres dimensionais, inclusive, os seres das 49 e nove raças e os que no momento vivenciam como seres humanos no planeta Terra.

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Cientistas detectam luz estelar do início do Universo – iG ciência, em 11/11/2012.

 

 Universo1

The New York Times

 

A ilustração acima mostra a luz do início do universo, que pesquisadores de Berkeley encontraram. Uma luz estelar antiga emitida pelas primeiras estrelas do universo. Ela foi detectada com o uso do Telescópio Espacial Fermi, que detecta raios gama.

Marco Ajello, astrofísico da Universidade da Califórnia, em Berkeley, e seus colegas relataram a descoberta no periódico Science.

Os cientistas supõem que o Big Bang ou a grande explosão, tenha ocorrido há aproximadamente 13 bilhões de anos e o resultado foi a criação de nosso universo, que continua em expansão. As primeiras estrelas do universo eram maciças e constituídas principalmente de hidrogênio. É bem provável que o hidrogênio tenha queimado por completo rapidamente e elas tenham explodido, formando supernovas logo no início. Embora essas primeiras estrelas tenham desaparecido há muito tempo, a luz que emitiram continua chegando até nós, afirmou Ajello.

É impossível medir diretamente a luz de uma estrela antiga, porque a luz de nossa galáxia é mais forte e impede que a vejamos. Por isso, os pesquisadores usaram os raios gama. Para fazerem isso, eles valeram dos blazares, que são galáxias distantes que emitem raios gama. 

As imagens vindas do espaço são como faróis que estão muito distantes daqui”, afirmou Ajello. “As distâncias delas em relação a nós são diferentes e, com base nessas distâncias podemos medir a quantidade de luz estelar de épocas diferentes.”

Os pesquisadores coletaram dados sobre a luz presente no universo entre 4, 8 e 11 bilhões de anos após o Big Bang. Futuramente, Ajello espera realizar medições em pontos ainda mais próximos do princípio do universo.  “Como o universo está sempre em expansão, chegar o mais perto possível de seu início consiste na melhor forma de medição”, afirmou. “Teremos medidas mais precisas quando chegarmos a 2 ou 1 bilhão de anos após o Big Bang”, afirmou.

 

Telescópio capta colorido de berçário de estrelas – iG ciência, em 27/09/2012.

 

 Universo2

ESO

Nuvem de gás que tem formato parecido com a cabeça de uma gaivota.

 

O Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile, conseguiu captar a imagem de uma maternidade estelar conhecida como Nebulosa da Gaivota. A nuvem de gás parece ter a forma de uma cabeça de gaivota e brilha intensamente por causa da radiação que é emitida muito por uma estrela jovem e quente situada no seu centro.

As nebulosas encontram-se entre os objetos visualmente mais impressionantes do céu noturno. São nuvens interestelares de poeira, moléculas, hidrogênio, hélio e outros gases ionizados, onde novas estrelas nascem. .

Embora estas nebulosas apresentem diferentes formas e cores, muitas partilham uma característica comum: quando observadas pela primeira vez, as suas formas estranhas fazem disparar a imaginação dos astrônomos, que lhes dão nomes curiosos. 

Berçário estelar ilumina os restos de estrelas mortas – iG ciência, em  13/04/2011.

 

 

 Universo3

Foto: ESO

Nesta imagem a explosão de estrelas dá forma às massas de gás e a poeira, iluminando-os.

 

A radiação intensa emitida pelas jovens estrelas na nebulosa NGC 3582 faz brilhar as projeções de gás emitidas por estrelas moribundas, nesta imagem produzida pelo telescópio de 2,2 metros mantido pelo Observatório Europeu Sul em La Silla, no Chile.

NGC 3582 faz parte da maior região de formação de estrelas da Via-Láctea chamada RCW 57. Ela fica próxima ao plano central da galáxia, na constelação de Carina.

Algumas das estrelas que nascem nesta região são muito mais pesadas que o Sol. Esses colossos emitem energia numa taxa fantástica, e acabam explodindo como supernovas. O material ejetado nestas explosões gera bolhas no gás e na poeira circundante.

 

Astrônomos revelam origem de formas simétricas das nebulosas –  iG ciência, em 09/11/2012.

 

 Universo4

ESO

 

Imagem captada por telescópio mostra que um par de estrelas brancas anãs é responsável pela forma simétrica da nebulosa Fleming 1.

 

Astrônomos descobriram a origem das surpreendentes formas simétricas das nebulosas planetárias, graças ao potente telescópio VLT do observatório Paranal, situado no norte do Chile, informou o Observatório Europeu Austral (ESO).

Os astrônomos do ESO realizaram um estudo da luz que emana da estrela central de uma nebulosa planetária, que consiste em uma bolha brilhante de gás em torno de anãs brancas (estrelas parecidas com Sol, mas na etapa final de suas vidas), informou o Observatório Austral.

A análise baseada na nebulosa Fleming 1, revelou que em seu centro estão duas estrelas anãs orbitando uma a outra a cada 1,2 dia, que lançam e controlam jatos de raios de luz que formam as formas simétricas destas nebulosas. 

“Graças a nossos modelos e observações pudemos examinar este incomum sistema com detalhes, chegando diretamente ao coração da nebulosa e descobrimos este par de estrelas”, declarou Henri Boffin, astrônomo do ESO e líder da equipe que fez a descoberta. 

“Este é o caso mais completo até agora de uma estrela binária central, para a qual as simulações previram corretamente, como deu forma à nebulosa que a rodeava de maneira realmente espetacular”, disse Brent Miszalski, um dos autores do estudo.

A importante descoberta confirma a teoria dos astrônomos, como se controla a espetacular e simétrica aparência do material lançado pelas nebulosas.

Paranal é um potente observatório operado pelo ESO que está situado a 2.600 metros de altitude, próximo a Antofagasta (1.361 km ao norte de Santiago), e que abriga o Very Large Telescope (VLT), considerado o telescópio ótico mais avançado do mundo.

 

Imagens feitas por telescópio Spitzer revelam detalhes do espaço – iG ciência, em 21/06/2011

 

 

 Universo5

Berçário de estrelas na constelação de Ório, capturado pelo Telescópio Espacial Spitzer -Foto: Nasa/JPL-Caltech/Universidade de Toledo.

 

Este telescópio espacial da Nasa está em órbita ao redor do sol desde 2003 e coleta imagens por radiação infravermelha.

Desde que foi lançado em 2003, o Telescópio Espacial Spitzer, da agência espacial americana (Nasa), tem registrado belas imagens do espaço. 

Em órbita ao redor do sol, o telescópio tem instrumentos que coletam radiação infravermelha emitida por nebulosas, estrelas e galáxias.

Em uma imagem feita pelo Spitzer, é possível ver detalhes de um berçário de estrelas localizado dentro da constelação de Órion. Uma montagem feita com informações coletadas pelo telescópio Spitzer e pelo Galaxy Evolution Explorer também revelou três exemplos de colisões entre galáxias. 

Entre outras mais recentes imagens captadas pelo Spitzer e divulgadas pela Nasa está também a da nebulosa do “anel esmeralda”. O brilho verde do anel em torno da nebulosa RCW 120, localizada a 4,3 mil anos-luz da Terra, não pode ser visto pelo olho humano, mas representa a luz infravermelha vinda de minúsculos grãos de poeira chamados hidrocarbonetos aromáticos policíclicos. 

 

Novas estrelas ficam cada vez mais raras – iG ciência, em 24/11/2012.

 

 Universo6

NASA/ESA

Estrelas jovens são vistas na nebulosa de Órion.

 

Astrônomos afirmam que taxa de natalidade de estrelas está reduzindo rapidamente.

Um grupo de astrônomos britânicos e americanos relatou recentemente que a taxa de natalidade de estrelas no universo diminuiu de maneira vertiginosa e continuamente ao longo dos últimos 11 bilhões de anos.

O universo hoje está produzindo estrelas apenas um trigésimo da velocidade com que as produzia quando estava no seu auge, nos luxuriosos primórdios em que as protogaláxias de puro gás e espuma saltitavam, colidindo-se e se fundindo, gerando estrelas novas, brilhantes e incandescentes.

Em um comunicado à imprensa emitido pela Sociedade Astronômica Real, o astrônomo David Sobral, da Universidade de Leiden, na Holanda, disse: “Podemos dizer que o universo tem sido vítima de uma crise muito séria por muito tempo: a produção originária do PIB cósmico é hoje apenas três por cento do que costumava ser no auge da produção de estrelas”. Sobral e seus colegas publicaram um artigo a respeito no Boletim Mensal da Sociedade Astronômica Real.

Fundamentalmente, essa fadiga cósmica não é algo realmente novo. Outras pesquisas, incluindo uma conduzida por Alan Heavens, da Universidade de Edimburgo, há alguns anos, chegaram a conclusões semelhantes. Mas esse novo estudo trouxe um detalhe que chama atenção.

Segundo Sobral e seus colegas, se esse declínio na criação de estrelas continuar, isso significará que o universo já produziu 95 por cento da massa de estrelas que irá produzir em toda a sua história. Ao longo do tempo, o cosmo será dominado por estrelas mais e mais velhas.

Mas, não há motivo para um alarme imediato. As estrelas têm uma vida de milhões ou bilhões de anos, dependendo de sua massa; as maiores estrelas desaparecem rapidamente enquanto as estrelas menores podem sobreviver mais, como as anãs vermelhas. O sol que é uma estrela de tamanho médio e com meia-idade, deve viver até cinco bilhões de anos. 

Além disso, a nossa galáxia Via Láctea ainda está ocupada produzindo estrelas a partir de nuvens densas de gás em lugares como a Nebulosa da Águia, que é o lar dos famosos Pilares da Criação – vivemos a Era de Ouro da Via Láctea.

A Via Láctea nasceu perto da época mais fecunda de produção de estrelas, cerca de 10 bilhões de anos atrás. O sol e o sistema solar, com sua mistura inebriante de elementos adequados à vida, surgiram há 4,5 bilhões de anos. O processo evolutivo levou mais 3,8 bilhões de anos para criar os humanos, supostos príncipes do cosmos. Poderia isso tudo ter acontecido mais rapidamente para outros seres em outro lugar? A ciência ainda não sabe e tampouco, por que a produção cósmica de estrelas se desacelerou, dizem os astrônomos.

Entretanto, nos últimos anos os cientistas encontraram indícios de que alguns dos motivos mais violentos do cosmo como os buracos negros e as explosões de supernovas, podem estar por trás disto, através de ventos fortes que afastam o gás das galáxias, impedindo-o de se condensar na forma de estrelas. Na galáxia NGC 1275, foi descoberto um buraco negro que estava “cantando” enquanto expelia ondas de pressão, na frequência de um si bemol a 27 oitavas abaixo do dó central, impedindo a formação de estrelas em grande parte do aglomerado Perseus, que compreende centenas de galáxias.

Alguns teóricos, especialmente Freeman Dyson, do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, sugeriram formas pelas quais a vida pode continuar após o crepúsculo das estrelas, por meio da extração de energia de buracos negros, por exemplo. Mas isso foi antes de os astrônomos descobrirem que a energia escura – que parece ser uma espécie de antigravidade cósmica – está acelerando a expansão do universo.

Se esse processo continuar, o futuro realmente deverá ser sombrio. Por fim, o universo irá se expandir tão rapidamente que a maioria das outras galáxias irá desaparecer para sempre. Por fim, até mesmo os átomos poderão ser destruídos.

 

Buraco negro gigante confunde cientistas – iG ciência, em 29/11/2012

 

 Universo7

Andrew Fabian/NASA/PA

Buraco Negro da NGC 1277 foi observado de um telescópio no Texas.

 

Uma nova descoberta astronômica está confundindo cientistas que se dedicam a vasculhar diferentes galáxias e sistemas solares.

Um grupo de astrônomos identificou um buraco negro gigante (o segundo mais pesado já observado da Terra), em uma galáxia menor que não costuma abrigar formações dessa grandeza, mas com tamanho bastante mais modesto. 

A galáxia NGC 1277 tem só um quarto do tamanho da Via Láctea, onde fica a Terra. No entanto, ele abriga um buraco negro 4.000 vezes maior do que se encontra no centro da Via Láctea e que é conhecido como buraco negro Sagitário A.

Além disso, tem uma massa cerca de 17 bilhões de vezes maior que a do nosso sol.

A descoberta contradiz os atuais modelos de crescimento dos buracos negros, que sustentam que eles evoluem juntamente com as galáxias em que se encontram.

Medir a massa de buracos negros é um processo complicado. Para fazer isso, os astrônomos observam sua “esfera de influência” – ou os efeitos gravitacionais que eles provocam nas nuvens de gás e nas estrelas que estão a sua volta. 

No caso do Sagitário A, a massa é calculada com base na identificação de estrelas individuais. Mas para os mais de 100 buracos negros que já foram observados em outras galáxias, é feito uma estimativa aproximada a partir da velocidade de “dispersão” das estrelas que estão em suas imediações.

As observações do buraco negro da NGC 1277 foram feitas pelo telescópio Hobby-Eberly, localizado no estado americano do Texas, como parte de um projeto no qual estão sendo observadas 900 galáxias.

O astrônomo Remco van den Bosch e seus colegas ficaram surpresos ao se dar conta que grandes buracos negros poderiam ser encontrados em pequenas galáxias.

Os buracos negros são formações extremamente densas e com uma força gravitacional fortíssima que atrai e “engole” até a luz que está a seu redor.

Um “buraco negro médio” poderia ter uma massa equivalente a 1.000 sóis, mas ser menor que a terra.

Acredita-se que haja uma dessas formações no centro de todas as grandes galáxias.

A galáxia NGC 1277 está a 220 milhões de anos-luz de distância da Terra, mas aparece nas imagens de alta resolução feitas pelo telescópio Hubble.

“Em geral fazemos um modelo da galáxia que estamos estudando e calculamos todas as órbitas possíveis das estrelas que pertencem a ela”, explicou Van den Bosch à BBC. “É como montar um quebra-cabeça, analisando as órbitas possíveis para tentar reproduzir uma galáxia, que tem as mesmas velocidades estelares que medimos (com ajuda do telescópio.”

Com tais cálculos, a equipe descobriu que o buraco negro da NGC 1277 era tão grande quanto o nosso Sistema Solar e concentrava cerca de 14% da massa de sua galáxia.

A equipe observou outras cinco galáxias pequenas que também poderiam ter buracos negros gigantes em seu centro.

A observação da NGC 1277 ajuda os astrônomos a entenderem como os buracos negros evoluem.

“Essa galáxia parece ser muito antiga e não formar mais estrelas”, disse o Van den Bosch. E “de alguma forma, seu buraco negro cresceu rapidamente há muito tempo, mas desde então está estabilizado”

“Estamos tentando descobrir como isso acontece. Ainda não temos resposta para essa situação que é interessante”, completou o astrônomo.

 

Astrônomos captam maior ejeção de matéria de um buraco negro – iG ciência, em . 29/11/2012

 

 Universo8

ESO/L. Calçada

Ilustração mostra o material ejetado da do buraco negro no quasar SDSS J1106+1939.

 

Astrônomos descobriram um quasar com o jato mais energético já observado, ele tem pelo menos cinco vezes mais energia do que qualquer outro observado até então. Os quasares são núcleos galácticos extremamente brilhantes, alimentados por um buraco negro de massa elevada. Muitos deles libertam enormes quantidades de material para as galáxias hospedeiras, sendo que esta expulsão de matéria desempenha um papel fundamental na evolução das galáxias. Até agora os jatos dos quasares observados não eram tão potentes como previsto pela teoria. 

“Descobrimos o jato de quasar mais energético conhecido até hoje. A taxa à qual a energia é dissipada por esta enorme massa de material ejetado a altas velocidades pelo SDSS J1106+1939 é, pelo menos, equivalente a dois trilhões de vezes a energia liberada pelo Sol, o que é, por sua vez, cerca de 100 vezes mais do que a energia total liberada pela galáxia da Via Láctea – é, de fato, um jato monstruoso”, diz o chefe da equipe Nahum Arav (Virginia Tech, EUA). “Esta é a primeira vez que um jato de quasar mostra ter as altas energias previstas pela teoria.” 

Muitas simulações teóricas sugerem que o impacto destes jatos nas galáxias que os rodeiam pode resolver vários enigmas da cosmologia moderna, incluindo como é que a massa de uma galáxia se encontra ligada ao seu buraco negro central, e porque é que existem tão poucas galáxias muito grandes no Universo. No entanto, até agora permanecia incerto se os quasares conseguiam ou não produzir jatos de matéria suficientemente poderosos para dar origem a estes fenômenos.

O novo jato que foi recentemente descoberto partindo do coração do quasar SDSS J1106+1939, ele é pelo menos cinco vezes mais energético do que o último detentor do recorde. A análise efetuada pela equipe mostra que uma massa de aproximadamente 400 vezes a do Sol é liberada pelo quasar por ano, deslocando-se a uma velocidade de 8000 quilômetros por segundo.

O novo estudo observou um destes objetos energéticos, conhecido por SDSS J1106+1939, utilizando o instrumento X-shooter, montado no Very Large Telescope do ESO (VLT) do Observatório Europeu do Sul (ESO). Embora os buracos negros sejam conhecidos por atraírem materia, a maioria dos quasares também acelera parte desta matéria em torno de si mesmo, ejetando-a depois a altas velocidades.

“Não poderíamos obter os dados de alta qualidade necessários a esta descoberta sem o espectrógrafo X-shooter,” diz Benoit Borguet (Virgina Tech, EUA), autor principal do novo artigo científico que descreve os resultados. “Pela primeira vez conseguimos explorar a região em torno do quasar com grande detalhe.”

Telescópio descobre correntes de gás que formam planetas – iG ciência, em 07/01/2013

 Universo9

ESO

Ilustração mostra disco de gás e poeira cósmica ao redor da estrela HD 142527

 

Astrônomos observaram pela primeira vez uma etapa crucial no nascimento de planetas gigantes: as enormes correntes de gás que fluem pelo espaço no interior de um disco em torno de uma estrela jovem. Estas são as primeiras observações de tais correntes, que se acredita serem criadas por planetas gigantes à medida que “engolem” gás e crescem.

Estudos prévios afirmavam que planetas gigantes crescem à medida que capturam gás do disco exterior, em correntes que formam pontes que atravessam o espaço entre os discos, porém isto nunca tinha sido observado anteriormente.

“Astrônomos já previam a existência destas correntes, no entanto esta é a primeira vez que fomos capazes de ver isto diretamente”. diz Simon Casassus da Universidade do Chile), que liderou o novo estudo. A equipe analisou observações feitas pelo telescópio ALMA, instalado no Observatório Europeu do Sul, no Chile.

A equipe internacional estudou a jovem estrela HD 142527, situada a mais de 450 anos-luz de distância da Terra. A estrela está rodeada por um disco de gás e poeira cósmica – os restos da nuvem a partir da qual a estrela se formou. O disco poeirento tem uma parte interior e outra exterior Esta divisão é feita por um espaço, que se acredita tenha sido esculpida por planetas gigantes gasosos recentemente formados que limpam as suas órbitas à medida que rodam em torno da estrela.

O disco interior tem uma dimensão que vai desde a estrela até a distância equivalente à órbita de Saturno no nosso Sistema Solar, enquanto que o disco exterior começa só 14 vezes mais longe. Este último disco não circunda a estrela de forma uniforme; tem antes a forma de uma ferradura, provavelmente causada pelo efeito gravitacional dos planetas gigantes em órbita da estrela.

Satélite capta a maior galáxia em espiral já registrada – iG ciência, em 11/01/2013

 

galaxia

Nasa

Descoberta da maior galáxia em espiral já registrada contou com cientistas da USP

 

Um satélite captou, por acidente, a maior galáxia em espiral já registrada por astrônomos. As imagens mostram uma explosão de luzes ultravioleta que indicam uma colisão com uma galáxia vizinha menor.

A equipe, que reúne cientistas da Nasa (agência espacial americana), do Observatório Europeu do Sul no Chile e da USP (Universidade de São Paulo), buscava dados sobre a formação de novas estrelas nas bordas da galáxia NGC 6872.

As imagens foram captadas pelo satélite Galex (Galaxy Evolution Explorer).

“Não estávamos buscando por uma espiral. Foi um presente”, diz Rafael Eufrásio, da Universidade Católica da América e membro do Goddard Space Flight Center, da Nasa.

O Galex, um telescópio espacial especializado em descobrir novas estrelas, mostrou que a colisão tornou ainda maior a galáxia NGC 6872.

A equipe usou ainda dados de outros telescópios e concluiu que estrelas mais jovens, que ficam nas bordas da espiral, se movem em direção ao centro da galáxia à medida que ficam mais velhas.

“A galáxia que colidiu com a NGC 6872 espalhou estrelas por toda a parte – em 500 mil anos luz de distância”, explica Eufrásio.

Ele diz que a descoberta mostra como as galáxias podem mudar radicalmente de tamanho com as colisões. “Mostra a evolução das galáxias em um contexto muito maior do universo, como as grandes galáxias que temos ficaram maiores com pequenos rearranjos no universo”, disse ainda ele.

 

Leia mais (no Google): 

Telescópio Hubble fotografa galáxia mais distante já observada;
Astrônomos encontram galáxia ‘supermãe’;
Telescópio capta melhor imagem de galáxia em espiral;

 

Descoberta “Super-Terra” potencialmente habitável próxima ao Sistema Solar – iG ciência em 08/11/2012

  Universo10

Concepção artística do HD 40307g, planeta que pode ser habitável e fica a 42 anos-luz da Terra.

 

Esse planeta tem sete vezes a massa da Terra, está localizado na zona habitável desse Sistema, onde a água líquida pode existir. Com apenas 42 anos-luz de distância da Terra ele parece ter um clima parecido com o da Terra.

Anteriormente, sabia-se que três planetas orbitavam em volta da estrela desse Sistema, todos eles próximos demais para permitir a existência de água.  Contudo, esse planeta que foi batizado de HD 40307g, tem a órbita mais externa e a percorre em um tempo equivalente a 200 dias terrestres. Os cientistas acreditam ainda, que esse planeta gira em torno de seu próprio eixo, portanto podendo gerar o efeito de dia e noite. 

Como a Via Láctea tem bilhões de planetas supostamente habitáveis, com isso aumentam as chances de entre eles ter um ambiente mais parecido com o da Terra. “A órbita mais longa do novo planeta significa que seu clima e atmosfera podem ser os certos para abrigar a vida”, disse Hugh Jones, da Universidade de Hertfordshire, que participou da pesquisa. 

Com essa última descoberta se juntam outras dos mais de 800 exoplanetas de fora do Sistema Solar, que já são conhecidos pelos cientistas. Parece ser apenas uma questão de tempo para os astrônomos finalmente encontrarem a chamada “Terra 2.0”, um planeta rochoso com atmosfera e orbitando uma estrela parecida com o Sol e potencialmente habitável.  Quando isso acontecer, a pesquisa deverá ser publicada na revista especializada Astronomy and Astrophysics. 

Para descobrir este planeta a equipe internacional de cientistas usou um instrumento chamado Harps, localizado no Observatório Europeu do Sul, em La Silla, Chile. 

O Harps não vê os planetas diretamente. Ele detecta pequenas mudanças na cor da luz de uma estrela causada pelas pequenas alterações gravitacionais em volta dos planetas, em uma medição de alta precisão. 

O próximo passo da equipe de cientistas é usar telescópios baseados no espaço, observando diretamente o planeta HD 40307g e descobrir qual é sua composição.  

Recentemente, o Harps foi usado para localizar outro exoplaneta, desta vez orbitando uma estrela do sistema Alpha Centauri, o mais próximo ao Sistema Solar – apenas quatro anos-luz de distância.

 

Fonte: iG Ciência

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