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Filosofia

Filosofia
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A filosofia foca questões da existência humana, mas diferentemente da religião não é baseada na revelação divina ou fé, e sim na razão.

Desta forma, a filosofia pode ser definida como a análise racional do significado da existência humana, individual e coletivamente com base na compreensão do ser.

E apesar de ter algumas semelhanças com a ciência muitas das perguntas da filosofia não podem ser respondidas pelo empirismo experiencial.

Aristóteles, Pitágoras, Platão, Sócrates, Descartes, Locke, Kant, Freud e muitos outros fizeram suas teorias baseadas nas diversas disciplinas da filosofia – logica, metafisica, ética, filosofia política e estética, entre outras.

Nos dias de hoje a palavra filosofia é muitas vezes usada para descrever um conjunto de ideias ou atitudes, como exemplo: filosofia da vida, filosofia política, filosofia da educação, etc.

A filosofia surgiu na Grécia antiga por volta do século VI a.C. Naquela época a Grécia era o centro cultural importante e recebia influencias de várias partes do mundo.

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Grécia Antiga centro cultural – Imagem da Internet

Assim, o pensamento crítico a partir daquele momento começou a florescer e muitos indivíduos começaram procurar respostas fora da mitologia grega. Essa atitude de reflexão que busca o conhecimento significou o nascimento da filosofia.

Antes de surgir o termo filosofia Heródoto já usava o verbo filosofar e Heráclito usava o substantivo filosofo. No entanto, vários autores indicam que Tales de Mileto foi o primeiro que se classificou como filosofo ou “amante da sabedoria”.

A ética na filosofia estuda os valores que regem os relacionamentos interpessoais, como as pessoas se posicionam na vida, e de que maneira elas convivem em harmonia com as demais. O termo ética é oriundo do grego, e significa “aquilo que pertence ao caráter”. A ética diferencia-se de moral, uma vez que a moral é relacionada a regras e normas, costumes de cada cultura, e a ética é o modo de agir das pessoas.

A partir do século VII a.C., os homens e as mulheres não se satisfaziam mais com uma explicação mítica da realidade. O pensamento mítico explica a realidade a partir de uma realidade exterior, de ordem sobrenatural que governa a natureza. O mito não necessita de explicação racional e, por isso, está associado à aceitação dos indivíduos e não há espaço para questionamentos ou críticas.

A ética na filosofia clássica abrange diversas outras áreas de conhecimento, como também a estética, a psicologia, a sociologia, a economia, pedagogia, política, etc.

Com o crescimento mundial e o início da Revolução Industrial, surgiu a ética na filosofia contemporânea e não mais aquela que Sócrates, Aristóteles, Epicuro e outros, procuraram estudá-la, então através da filosofia procuraram estudar as normas da sociedade e a conduta dos indivíduos, em relação ao que os faziam escolher entre “o bem e o mal”.

O filósofo – ou, o indivíduo que pratica a filosofia, é movido pela curiosidade e fundamentos da realidade, que sempre faz com que ele busque conhecimento, sem uma visão realista. A filosofia é um estudo para a vida toda, uma prática que dura eternamente. Um filósofo jamais para de buscar respostas e filosofar, pois é isso que caracteriza a filosofia.

Geralmente se considera, que depois da filosofia de Kant teve início uma nova etapa da filosofia, que se caracterizou por ser uma continuação do que pensava esse filosofo. Immanuel Kant (1724 – 1804) foi um filósofo prussiano, geralmente considerado como o último grande filósofo da era moderna.

Nesse período desenvolveu-se o idealismo alemão, que levou as ideias kantianas às últimas consequências. A noção de que há um universo inteiro – ou, a realidade em si mesma, inalcançável ao conhecimento humano.

Esse pensamento levou os idealistas alemães Fichte, Schelling e Hegel assimilar a realidade objetiva ao próprio sujeito, no intuito de resolver o problema da separação fundamental entre sujeito e objeto. Neste sentido Hegel postulou que o universo é espírito. E o conjunto dos seres humanos, sua história, sua arte, sua ciência e sua religião são apenas manifestações desse espírito absoluto em sua marcha dinâmica rumo ao autoconhecimento.

Mas, talvez a teoria que maior impacto filosófico provocou no século XIX não tenha sido elaborada por um filósofo. Ao propor sua teoria da evolução das espécies por seleção natural, Charles Darwin (1809-1882) estabeleceu as bases de uma concepção de mundo profundamente revolucionária. O filósofo que melhor percebeu as sérias implicações da teoria de Darwin para todos os campos de estudo foi Herbert Spencer (1820-1903). Em várias publicações Spencer elaborou uma filosofia evolucionista que aplicava os princípios da teoria da evolução aos mais variados assuntos, especialmente à psicologia, ética e sociologia.

Sem ser filosofo Darwin foi talvez, aquele que com a sua teoria da evolução das espécies trouxe maior impacto no século XIX – Imagem da Internet.

Também no século XIX surgem filósofos que colocam em questão a primazia da razão. Entre esses destacam-se Arthur Schopenhauer (1788-1860), Søren Kierkgaard (1813-1855) e Friedrich Nietzsche (1844-1900). Tomando como ponto de partida a filosofia kantiana, Schopenhauer defende que o mundo dos fenômenos – ou, o mundo que as pessoas o representam em ideias e que julgam compreender – não passa de uma ilusão e que a força motriz por trás de todos os atos e ideias humanos é uma vontade cega, indomável e irracional. Kierkgaard condena todas as grandes elaborações sistemáticas, universalizantes e abstratas da filosofia.

No século XX, a filosofia tornou-se uma disciplina profissionalizada das universidades, semelhante às demais disciplinas acadêmicas. Desse modo, tornou-se também menos geral e mais especializada. Para alguns estudiosos a filosofia tornou-se uma disciplina altamente organizada, feita por especialistas para especialistas. O número de filósofos cresceu exponencialmente, expandiu-se o volume de publicações e multiplicaram-se várias áreas de rigorosa investigação filosófica. Hoje, o campo mais amplo da filosofia é demasiadamente vasto para uma única mente.

Os filósofos britânicos Bertrand Russell e George Edward Moore romperam com a tradição idealista que predominava na Inglaterra em fins do século XIX e buscaram um método filosófico que se afastasse das tendências espiritualistas e totalizantes do idealismo.

Russell mostrou como resolver um problema filosófico empregando os recursos da nova lógica matemática. A partir desse novo modelo proposto por Russell, vários filósofos se convenceram de que a maioria dos problemas da filosofia tradicional, se não todos, não seriam nada mais que confusões propiciadas pelas ambiguidades e imprecisões da linguagem natural. Quando tratados numa linguagem científica rigorosa, esses problemas revelar-se-iam como simples confusões e mal-entendidos.

Uma postura ligeiramente diferente foi adotada por Ludwig Wittgenstein, discípulo de Russell. Segundo Wittgenstein, os recursos da lógica matemática serviriam para revelar as formas lógicas que se escondem por trás da linguagem comum.

Sob a inspiração dos trabalhos de Russell e de Wittgenstein, o Círculo de Viena passou a defender uma forma de empirismo que assimilasse os avanços realizados nas ciências formais, especialmente na lógica. Essa versão atualizada do empirismo tornou-se universalmente conhecida como neopositivismo ou positivismo lógico. O Círculo de Viena consistia numa reunião de intelectuais oriundos de diversas áreas (filosofia, física, matemática, sociologia, etc.) que tinham em comum uma profunda desconfiança em relação a temas de teor metafísico.

Círculo de Viena constituído dor intelectuais de diversas áreas da ciência – Imagem da Internet.

Fora dos países de língua inglesa, floresceram diferentes movimentos filosóficos. Entre esses destacam-se a fenomenologia, a hermenêutica, o existencialismo e versões modernas do marxismo. Para Husserl, o traço fundamental dos fenômenos mentais é a intencionalidade. A estrutura da intencionalidade é constituída por dois elementos, o primeiro elemento é o ato intencional e o segundo é o objeto do ato intencional. A ciência da fenomenologia trata do significado ou da essência dos objetos da consciência.

filosofia clínica é um termo utilizado para definir diversos conceitos filosóficos, voltado à “terapia da alma”, usando o potencial prático da filosofia como recurso terapêutico para indivíduos, organizações ou empresas através de consultas individuais, discussões de grupo, seminários, palestras, etc. No Brasil o termo está fortemente vinculado ao movimento realizado pelo filósofo Lúcio Packter e vem sendo apontado como uma ferramenta terapêutica de grande monta.

Não há uma definição simples que consiga responder o que é filosofia, pela própria extensão do conteúdo por ela produzido. O que se convencionou chamar de “filosofia” pelas diferentes respostas que os filósofos deram a ela no decorrer da história, muitas vezes alguns refutaram as interpretações de outros – e, com estes desmentidos fica o desconhecimento de fato, o que é filosofia.

Como já foi anteriormente mencionado, os “problemas” trazidos pela Filosofia só podem ser resolvidos por meio da investigação racional, pois não podem ser constatados por meio de uma experimentação, como faz a Matemática, através de cálculos, ou de análise de documentos, como faz a História.

Existe uma diversidade filosófica em várias formas literárias. Parmênides escreveu o que pensava em forma de poema, Platão em diálogos, Epicuro em cartas e Nietzsche escreveu em forma de aforismos. Apenas com esses exemplos já se vê, que não esgotam a pluralidade da escrita e da atividade filosófica. As formas de se fazer filosofia vão muito além dos tratados e das dissertações.

O que alguns filósofos dizem sobre O que é a Filosofia:

Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.): A admiração sempre foi, antes como agora, a causa pela qual os homens começaram a filosofar; a princípio, surpreendiam-se com as dificuldades mais comuns; depois, avançando passo a passo, tentavam explicar fenômenos maiores, como, por exemplo, as fases da lua, o curso do sol e dos astros e, finalmente, a formação do universo. Procurar uma explicação e admirar-se é reconhecer-se ignorante.”

Epicuro (341 a. C. – 270 a. C.) – “Nunca se protele o filosofar quando se é jovem, nem o canse fazê-lo quando se é velho, pois que ninguém é jamais pouco maduro nem demasiado maduro para conquistar a saúde da alma. E quem diz que a hora de filosofar ainda não chegou ou já passou assemelha-se ao que diz que ainda não chegou ou já passou a hora de ser feliz.”

Epicuro – Imagem da Internet

Descartes escreveu uma frase que é como um tributo à escola de Epitecto: “É mais fácil mudar seus desejos do que mudar a ordem do mundo”.

Outro ensinamento crucial por ele deixado:” a pessoa só deve ocupar definitivamente daquilo que está sob seu controle. Não se deve nem se entusiasmar com tapas amáveis que se dê em suas costas e nem se deprimir com um gesto de frieza. Não se pode entregar aos outros o comando de seu estado de espírito”.

Não é aquele que lhe diz injúrias quem ultraja a pessoa, mas sim a opinião que esta tem dele”, disse Epitecto. “Se a pessoa ignora quem a insulta, ela lhe tira o poder dele de chateá-la. Não são exatamente os fatos que moldam o estado de espírito de uma pessoa, mas sim a maneira como ela os encara”.

Para os desafios perenes da humanidade, as palavras de Epitecto são uma lembrança eterna disso – evitar que se tenha opiniões ruins sobre as coisas, como de fato costumam ser. A mente humana parece sempre optar pela infelicidade.

Epitecto – Imagem da Internet

Outra lição filosoficamente essencial é não se inquietar com o futuro. O sábio vive apenas o dia de hoje. Não se atormenta com o que pode acontecer amanhã. Este conceito é comum em quase todas as escolas filosóficas, ter o descaso pelo dia seguinte, procurando apenas vivenciar o aqui agora, mesmo em situações extremas.

O futuro é fonte de inquietação permanente para a humanidade. O medo do dia de amanhã impede que a pessoa se desfrute o dia de hoje. “A imprevidência é uma das maiores marcas da sabedoria”, escreveu Epicuro, que nascido em Atenas em 341 a.C. Ele pregava e praticava a simplicidade, no entanto seu nome ficou vinculado à busca frívola do prazer.

Edmund Husserl (1859-1938): “Qual o pensador para quem, na sua vida de filósofo, a filosofia deixou de ser um enigma?”

Friedrich Nietzsche (1844-1900): “Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre tomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes”. 

Kant (1724-1804): “Não se ensina filosofia, ensina-se a filosofar”.

Ludwig Wittgenstein (1889-1951): “Qual o seu objetivo em filosofia? – Mostrar à mosca a saída do vidro.”

Maurice Merleau-Ponty (1908-1961): “A verdadeira filosofia é reaprender a ver o mundo.”

Gilles Deleuze (1925-1996) e Félix Guattari (1930-1993): “A filosofia é a arte de formar, de inventar, de fabricar conceitos… O filósofo é o amigo do conceito, ele é conceito em potência… Criar conceitos sempre novos é o objeto da filosofia.”

Karl Jaspers (1883-1969): “As perguntas em filosofia são mais essenciais que as respostas e cada resposta transforma-se numa nova pergunta”.

García Morente (1886-1942): “Para abordar a filosofia, para entrar no território da filosofia, é absolutamente indispensável uma primeira disposição de ânimo. É absolutamente indispensável que o aspirante a filósofo sinta a necessidade de levar seu estudo com uma disposição infantil. (…) Aquele para quem tudo resulta muito natural, para quem tudo resulta muito fácil de entender, para quem tudo resulta muito óbvio, nunca poderá ser filósofo”.

Filosofia é útil para os que querem conhecer a si mesmos e entender de onde surgem as ideias que estão em sua mente. Ela é necessária para os que têm interesse em questionar os fundamentos das ciências, da política, da arte e da religião. Para os que têm necessidade de encontrar uma resposta às perguntas: “qual o sentido da vida”, “qual o sentido do universo”, “qual o sentido de tudo?” …

Entretanto, a Filosofia não tem respostas para essas questões, ela sugere. Mais do que fornecer respostas prontas, a Filosofia sugere caminhos possíveis e coerentes, caminhos que podem ser seguidos por qualquer um, desde que se disponha a utilizar a sua razão e que se conduza uma análise crítica das atitudes e das práticas adotadas em sua própria vida.

A Filosofia é o estudo das inquietações e problemas da existência humana, dos valores morais, estéticos, do conhecimento em suas diversas manifestações e conceitos, visando o sentido da verdade; portanto sem procurar se mostrarr como verdade absoluta, nem tentar achar máximas como verdade absoluta.

Ela se distingue de outras vertentes de conhecimento. Os métodos dos estudos filosóficos estão fundamentados na análise do pensamento, nas experiências práticas da mente, na lógica e na análise conceitual.

o dimensional desperto quando experiencia na realidade física, deve nela procurar “o bem viver”, “conduzindo-se filosoficamente” neste mundo da razão e dos sentidos. Mas, quando ele alcança a sintonia mental e a interação consciente com outras realidades regidas por outras Leis Universais não mais próprias ao mundo físico, o seu entendimento, a sua percepção e o seu sentido de valores ampliam-se – inclusive seus conceitos filosóficos…

Fontes de consulta:

1 –Filosofia – O que é, Conceito e Definição

2 – ww.coladaweb.com › Filosofia

3 – https://pt.wikipedia.org/wiki/Filosofia

4 – O que é filosofia? para que serve a filosofia?

www.mundodafilosofia.com.br/artigo5.html

5 – O que é a filosofia? – Crítica

criticanarede.com/fa_5excerto.html

 

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