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Freqüência do Amor

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O Amor precisa de articulações livres para circular

De Vera Pedrosa (verapedrosa@terra.com.br) – Agosto/2006

A idéia do amor como energia nos esclarece muitos conceitos e fenômenos que conhecemos através das religiões como milagres, êxtase, estado de graça, etc. É quando entendemos amor não como um sentimento que exclui tantas pessoas, pois só elege poucos, mas como um campo infinito, que inclui tantos quanto se possa imaginar.

O amor sentimento chega sem aviso, a pessoa não consegue localizar exatamente como ele começou, foge ao seu controle. Mas o amor energia surge intencionalmente, pois é gerado pelo sujeito através de um estado especial de completa neutralidade. Neste caso não é uma energia que se direciona, mas um ambiente energético que se cria, onde muitos “milagres” podem acontecer.

A condição neutra desta energia/ambiente coloca a pessoa em contato com planos bem superiores ao plano astral e espiritual, onde também testemunhamos fatos surpreendentes e milagrosos. Qual a diferença então, já que também o astral e o espiritual operam esses milagres? A diferença é a interferência da emoção. Quando a emoção interfere ficamos mais vulneráveis. No caso de uma operação de cura, por exemplo, a emoção do Curador pode fazer com que a cura não aconteça e, muitas vezes, faz com que o Curador absorva a energia doente. O amor sentimento, que quer ajudar, pode interferir no próprio ato de ajuda. Por isto é tão difícil cuidar de pessoas com as quais temos laços afetivos. É comum vermos mães que frente ao sofrimento do filho pedem para sentir a dor por ele – e muitas vezes são atendidas.

No ambiente da neutralidade do amor/energia não há emoção, nem interferência do estado emocional do sujeito. Também não há dúvidas, medos, ansiedade, julgamentos, preconceitos, crenças ou preferências pessoais para interferir. A neutralidade percorre todos os corpos: mental, emocional e físico. A ação da pessoa no ambiente da neutralidade é rápida, firme, objetiva, segura.

O amor precisa de articulações livres para circular! Esta frase traduz os requisitos para que a energia do amor possa ser gerada e propagada. São necessárias articulações livres em todos os sentidos que esta palavra possa assumir.

Primeiramente articulações mentais. A mente precisa estar disponível, aberta para novas informações, mesmo as que aparentemente são incompreensíveis. Algumas informações podem ser incompreensíveis para nós em situações normais, mas sob a influência do amor vamos assumir uma postura mental compreensiva, acolhedora. Não existe julgamento nesta freqüência. Também não há conflito entre certo e errado, justo ou injusto, etc. Na freqüência do amor não há polaridades. Ao contrário, a energia do amor harmoniza polaridades, conflitos internos que existam nas pessoas. Assim é importante sermos mentalmente flexíveis e maleáveis o suficiente para facilitar o acesso ao plano do amor.

É fundamental ressaltar que a mente precisa estar alerta, acelerada. Só assim poderá ser acessado este plano elevado. A mente em estado alfa tende a deixar os processos mentais mais lentos, limitando a percepção. O estado alfa propicia a alteração de consciência, o estado de transe, que pode levar a pessoa inclusive a ações inconscientes.

Muitas vezes o sistema de crenças da pessoa impede que o amor circule, pois existem crenças que limitam a possibilidade de a pessoa desenvolver o seu potencial de ação sobre a própria vida. São pessoas que não têm condição de assumir o potencial divino de realizar seu próprio milagre. O pensamento delas se encarrega de limitar a ação, de bloquear a energia do amor.

Também precisamos de articulações emocionais livres para que o amor circule. Sem medo, sem apego, sem sofrimento. No ambiente da neutralidade ficamos sem essas experiências que alimentam e fortalecem o ego. O amor não circula e a pessoa cada vez mais se conecta a experiências de não-amor.

É importante abrirmos um espaço para falar do sofrimento. Há quem ache que o sofrimento é inevitável, mas inevitável é a dor. A dor é real e tem um tempo definido para acontecer. Já o sofrimento pode ser eternizado se a pessoa assim quiser. Há pessoas que marcam sua vida, seus dias, suas experiências com o sofrimento. O sofrimento passa a ser a sua marca e em tudo e em todos elas encontram motivos para reforçar esta imagem. A dor é inevitável, mas o sofrimento é ilusão. Você escolhe se vai ou não sofrer depois que a dor passar. Desta escolha é que após experiências de extrema dor, como a perda de entes queridos, há pessoas que se lançam em campanhas, criam ONGs, lideram movimentos para prevenir e amenizar a dor de outras pessoas.

Com articulações emocionais livres, no ambiente da neutralidade, a energia do amor traz a harmonia interna, o equilíbrio e a tranqüilidade para que os sentimentos e as emoções sejam experimentados sem identificações.

O amor precisa de articulações livres para circular!

O Medo, o apego, o ciúme, a raiva impedem a circulação de qualquer energia quando nos identificamos com eles.

Finalmente, o corpo físico precisa de articulações livres para o amor circular. A flexibilidade mental precisa se refletir num corpo físico sem tensões. A energia do amor penetra e permeia melhor o corpo físico quando este está saudável e sem bloqueios energéticos. A rigidez tanto mental como emocional geram a rigidez no corpo físico.

Para que o campo da neutralidade se desenvolva, é necessário que também não nos identifiquemos com o corpo físico. Também o corpo físico não pode dominar. Na energia da neutralidade, no ambiente do amor, nem o corpo físico, nem o emocional nem o corpo mental podem dominar a Essência do Ser. Ainda que habitando todos eles, o Ser precisa estar livre para acessar a dimensão em que tudo é possível.

Livre para atuar, sem se identificar com nenhum dos corpos, o Ser pode comandar o pensamento para as realizações necessárias, seja na sua vida ou de outras pessoas.

É certo ou errado atuar na vida de outras pessoas? A própria dúvida elimina na origem a possibilidade de sucesso na realização almejada. Se o outro precisa e você pode fazer, não pode haver dúvida, nem sob o aspecto moral, nem ético. Talvez alguém possa ter a dúvida sobre a má utilização desta energia, deste ambiente de milagres. Porém é impossível a negatividade sobreviver em contato com a energia do amor. No ambiente do amor toda negatividade é neutralizada e só se realiza o que for consoante com o plano superior. No ambiente da neutralidade não há intenção, que direcione, mas ação, que realiza. A intenção já supõe uma qualidade – positiva ou negativa. Há que se fazer o que é preciso – e está feito.

O amor/ambiente neutraliza também as identificações do Ego. Nesse estado a pessoa se percebe e tem plena consciência de quem é, mas ao mesmo tempo também sente e percebe o outro, ou outros como se fosse cada um deles. É possível então ajudar o outro, pois a pessoa usa a própria vontade para ajudar o outro na própria realização.

Por tudo que foi exposto, concluímos que no ambiente neutro do amor está a sabedoria maior, a fonte de milagres, o curso normal da vida. Quando bloqueamos o fluxo, vem a frustração, o medo, a culpa, a dúvida, a depressão, o pessimismo. O amor precisa de articulações livres para circular e quando nos entregamos a esta energia a vida flui suavemente no sentido da evolução e da felicidade do Ser.

Harmonizar-se internamente para alcançar este estado de amor/neutralidade não é simples, mas é algo muito fácil quando se quer de verdade. Também não é fácil manter este estado o tempo todo, mas tanto iniciar como manter é resultado do exercício da vontade. Afastar-se de qualquer identificação parece um preço muito alto a pagar por este estado, mas quando conseguimos entendemos que é um investimento muito pequeno em relação aos benefícios que podemos gerar.

Querer é o primeiro passo para criar o ambiente do amor. Dado o primeiro passo, é preciso saber esperar que a energia seja gerada e então aplicá-la da forma que o momento pedir – depois é deixar a energia fluir, pois já não estamos no controle e o amor precisa de articulações livres para circular.

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