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Homem como produto do meio

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Ensaio N° 1

De T. Ferreira (rotif2008@gmail.com) – Agosto de 2008

Bem sei que cada um de nós pode ter percorrido caminhos os mais diferentes, numa longa história de toda uma vida de buscas, construindo, preparando nossa estrutura, emocional e mental, consciente para a condição que temos hoje.

Também sei que pensamentos como estes aqui expostos tem sido trabalhados por cada um de nós, buscadores DIMENSIONAIS que somos. São REFLEXÕES que afluem à nossa mente, desprovidos de qualquer tipo de crítica ou de insinuação.

Sinto, também, que assim como acontece com vocês, que expressar tais REFLEXÕES, são algo DOLORIDO, talvez como uma “dor de parto”, ou ainda, talvez como a dor de quem desperta pelo sofrimento. Por estas razões, peço que procurem compreender esta espécie de “desabafo” nestes ensaios.

Segundo alguns cientistas sociais, “o homem é um produto do meio”, ou seja, fomos criados subjugados às matrix, às matrizes de condicionamento de nosso comportamento, ou de nossa maneira de pensar.

Fomos subjugados aos “dogmas”, não somente aos das religiões, como também, das Ciências, do “senso comum”, dos sistemas de ensino que nos “ditavam” a maneira como devemos pensar e agir.

A grande ironia do Destino é que as Ciências chamadas formais, cujas teorias estão passando pelo constrangimento de se verem substituídas, a olhos vistos, e cada vez mais rapidamente, por novos conceitos, novas teorias que, embora ampliem a nossa percepção da realidade, também transformam as teorias atualmente aceitas e em voga, reduzindo-as a “trastes velhos” obsoletos e antiquados, “mudando” a realidade “permitida”.

Com todo o respeito, sabemos que todas as teorias e conceitos, tiveram importante papel na construção da atual “realidade oficialmente aceita”.

Nós, “produtos do meio” apenas o somos enquanto continuamos focados nessa “realidade objetiva”, “produzida pelo meio em que vivemos”

A Grande Mudança

Nossa vida começa a mudar a partir do momento em que aquelas outras condições, – que estão indelevelmente registradas em nosso inconsciente – nosso SER, como o CARÁTER, os PRINCÍPIOS MAIS ELEVADOS, que trazemos de nossa herança familiar, genética, mas, FUNDAMENTALMENTE aqueles Princípios que trazemos de nossa ORÍGEM CÓSMICA – começam a se manifestar, vibrando, nos permitindo transcender limites, trazendo cada vez mais gratificações à nossa busca.

DNA ativado, transformando-se em GNA, permitindo-nos “destampar o telhado”, olhar em volta, perceber realidades múltiplas.

Somos, muitas vezes, desviados de nosso caminho de luz – posto que somos todos seres de Luz, luminosos – por pensamentos de várias naturezas e direções, os quais são “plantados” em nossa “tela mental”, muitas vezes sem mesmo nos darmos conta disso.

Entretanto, graças à nossa Herança Dimensional, sentimos que podemos avançar quando “escutamos” aquela “voz interna”, baixinha… que vem lá de dentro, das profundezas do nosso Ser, sem mesmo entendermos como é que isso acontece.

Conseguimos avançar, apenas seguindo aquela referência segura, que é a ressonância interna, que “nos confere a CERTEZA que TEMOS QUE TER para continuarmos a busca”, E é aí que podemos, então, dar o próximo passo, firme, iniciando o nosso DESPERTAR, EXPANDINDO a CONSCIÊNCIA!

Tudo se passa como se aquela “voz interna” dissesse: “é por aquí… sinto que ISSO que estou ouvindo é verdade”. Ou ainda: “Gosto deste assunto, pois isto me completa aquela idéia que eu estava tentando desenvolver”.

As Três Tônicas

Não importa em quais Fontes encontramos a “água limpa”, as fontes que nos alimentaram até agora, em nossas buscas. Em todas elas estão latentes as seguintes condições ou tônicas:

PENSAMENTO: – Criação de cenários, Significado/Interpretação);

DESEJO: – O Desejo ardente de realizar os cenários criados;

VONTADE: – A Ação, no físico, a concretização dos cenários criados no nível do PENSAMENTO.

Quando o Ser deseja buscar objetivos mais elevados

Ao NOS TORNARMOS CONSCIENTES da inconveniência de permitirmos que pensamentos externos, principalmente os de freqüência vibratória mais baixa, INTERFIRAM com nossa vida, nossa busca, podemos manobrar para evitá-los CONSCIENTES disciplinando nossa produção de PENSAMENTOS e, fazendo uso de NOSSA VONTADE, para que apenas aqueles de freqüência vibratória conveniente, passem a figurar em nossa “TELA MENTAL”.

Por pensamentos de freqüência inconveniente devemos entender, também, aqueles que nós mesmos produzimos quando, ao olhar à nossa volta, ficamos vítimas, reféns, de hábitos que assimilamos do meio, “como todos fazem”, que é o de julgar o comportamento dos outros.

Mesmo sem pronunciar uma palavra sequer, tudo aquilo que pensamos a respeito dos outros, em nossa “avaliação”, passa a constituir um “DIÁLOGO INTERNO”, formado por pensamentos e imagens que ficam “bipando”, incessantemente, bloqueando, ENTUPINDO nossa TELA MENTAL. E também causando “vibrações” indesejáveis e inconvenientes para o nosso progresso.

Somos RESPONSÁVEIS pela nossa produção de pensamentos. Somos VISTOS pelo conjunto de nossos pensamentos, vibrando em nossa AURA, percebida de forma diferente por cada pessoa. É bem verdade que temos todos aqueles Seres que nos percebem, nos acompanham, e nos vêem como somos, bem como os videntes, médiuns, etc.

Mas o que é FUNDAMENTAL é que, com a condição do DISCERNIMENTO alcançada, sabemos que somos os RESPONSÁVEIS por tudo aquilo que falamos e pensamos, e também pelos atos de nossa VONTADE!

Cada um de nós tem seu quadro de referências, seus parâmetros, seus valores, sua história pessoal, que compõem nossos PARADIGMAS. Por essas razões, NINGUÉM, a não sermos NÓS MESMOS, pode decidir a respeito de COMO CONDUZIMOS NOSSA VIDA.

Deixando fluir, acabei escrevendo estas reflexões, que espero possam ser úteis, pelo menos para provocar novas reflexões.

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