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Na Freqüência das Amazonas

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De Mauro Dias (maurodias19@yahoo.com.br) – Julho/2006

O Despertar do “Sacerdote”

O Cosmo é constituído de grandes conjuntos complexos denominados universos. Cada um deles se manifesta vibracionalmente de diversas maneiras (dimensões) interagindo com uma coletividade de consciências nos mais variados graus de evolução. Cada consciência é um ser componente deste imenso sistema atuando dentro de certos limites. Cada limite é um elemento provocador de desafios no sentido de expandir cada consciência num caminho evolutivo. A transposição do limite é um salto na escala evolutiva.

Cada ser tem sua própria consciência semelhante a uma lanterna iluminando seu caminho para a evolução. Quanto mais potente for sua luz, maior será sua evolução. Assim sendo, todo ser iniciante se encontra num estado primitivo de evolução, sem mesmo perceber a importância de sua existência. Certos animais como peixes, formigas, cupins e abelhas têm uma única “alma” relacionada aos cardumes, formigueiros e enxames. Assim apenas uma consciência comanda uma coletividade de indivíduos.

Na complexidade cósmica cada ser tem uma tarefa a cumprir para galgar mais um degrau na escala evolutiva. Desta forma, cada etapa evolutiva de um ser é assistida por outra consciência que supervisiona o desempenho individual do outro. Trata-se de uma interação onde o assistente e o assistido têm suas limitações e desafios. A carreira evolutiva de um ser é uma aventura constituída de diversos estágios em variadas dimensões. Cada etapa evolutiva tem suas características próprias.

As rochas, o ar, as águas, as plantas e os bichos também têm suas consciências assistidas pelos devas ou entiais que supervisionam, conferem e consertam os estragos produzidos na natureza. O ser humano terrestre é assistido por uma consciência superior conhecido por guia espiritual ou anjo da guarda. Qualquer erro evolutivo de um ser humano (“pecado”) em prejuízo de um ser consciente é também uma agressão ao seu assistente – é uma sabotagem no seu trabalho assistencial. Por outro lado, a presença de extraterrestres na história de nosso planeta pode ser também uma interação programada e não compreendida por nossos habitantes.

Dentro deste raciocínio podemos perceber que a idéia de meio ambiente não está apenas no âmbito matéria (terceira dimensão). Algumas pessoas sensitivas percebem a indignação destes seres assistenciais quando os elementos da natureza são agredidos. Assim cada agressor está infringindo não somente a lei regional, mas também a lei cósmica. A evolução está relacionada intimamente com esta compreensão. Em outras palavras, a programação cósmica estabelece uma interação entre seres de diferentes níveis de evolução – constituindo assim uma grande síntese.

Quando Jesus disse aos homens “Vós sois deuses”, ele estava tocando a consciência de cada um no sentido deles poderem dar um salto na escala evolutiva. Até hoje muita gente ainda não compreendeu o significado dessas palavras. Ele queria dizer que nossas limitações eram bem menores e que tudo dependia da disposição de acessar nossas potencialidades. Mas o nível de conscientização deles não foi suficiente para captar este estímulo, permanecendo séculos sem dar este salto.

Portanto, fica claro que existe também uma interação entre os seres humanos. Esse relacionamento vibracional é estabelecido através dos contatos sociais que vão se formando ao longo da vida de cada indivíduo. Neste intercâmbio as pessoas vão se expressando por meio das emoções dentro de duas polaridades próprias deste mundo dual. Durante milênios essas emoções causaram muitos desastres na vida de famílias, grupos sociais, partidos políticos, organizações comerciais e governos. Normalmente as pessoas interagem com fortes emoções na vida dos outros. Esse processo tornou-se tão comum que seus resultados foram desprezados e banalizados.

O relacionamento vibracional entre as pessoas cria uma rede de influências que podem travar o desenvolvimento individual de cada um. Neste processo, afloram emoções como a inveja, a implicância, e o ódio. As pessoas adquiriram o hábito de envolvimento com outros sem nenhuma necessidade. Geralmente incorporam problemas que não são delas. Distribuem conselhos sem nenhuma solicitação. Brigam entre si na resolução de um problema que é de uma terceira pessoa. Criticam facilmente tudo. Neste comportamento estão sempre optando pelo lado negativo da dualidade. As pessoas que agem deste modo, podem estar se tornando prisioneiras de uma rede vibracional com péssimos efeitos.

A corrida para a evolução permitiu algumas pessoas descobrirem a neutralidade – essa opção é uma saída para escapar da dualidade. Como funciona este processo? Devemos anular o quanto possível os relacionamentos mentais que transportam as vibrações. Devemos ter cuidado com nossas emoções – elas normalmente tiram o indivíduo do equilíbrio desejado. Em outras palavras, cada pessoa deve manter sua freqüência cerebral estável para evitar desastres próprios do ambiente onde estiver.

Devemos diferenciar o amor da emoção. As pessoas foram condicionadas a considerar o amor uma emoção. Na verdade, o amor pode causar emoção, mas não necessariamente. O amor é neutro. Podemos agir muitas vezes com amor sem emoção. Ex: tirar uma pedra da rua para evitar um acidente. Tirar do chão uma tábua com pregos de ponta para cima. Ajudar uma pessoa chegar num lugar. Todas essas atitudes foram de amor, realizadas na maioria das vezes no anonimato, e dentro de uma neutralidade racional.

Nos relacionamentos humanos existe o controle exercido de um sobre o outro. Isto acontece freqüentemente em diversos casos – constituindo mesmo um vício. Esse controle tornou-se tão comum que facilmente uma pessoa começa a implicar gratuitamente com outra pessoa sem motivo algum. No debate de idéias e opiniões uma pessoa suga a energia do outro. Depois de muito tempo deste hábito de discutir, se por acaso uma das partes decide desligar desse processo, a outra pessoa ficará curiosa sentindo falta do confronto, sentindo falta da energia que sugava.

Essa implicância pode crescer transformando-se em julgamento. A personalidade humana é muito complexa. A percepção das verdades é deturpada pelas falhas de comunicação e pelos filtros criados por controles culturais, psicológicos e científicos. Deste modo, o melhor é evitar julgamentos, pois não sabemos toda a verdade em torno de um fato. Devemos ficar na neutralidade.

Esse processo surge de várias maneiras. Ele tem toda característica de um parasitismo vibracional. Isto acontece até mesmo nas relações de caridade e altruísmo. A pessoa beneficiada se liga na outra produzindo um verdadeiro vampirismo, dificultando o outro safar desta influência. Para o necessitado a ajuda acaba sendo obrigação e muitas vezes não há nenhum sentimento de gratidão.

A busca da neutralidade produz gradativamente dentro da pessoa uma paz que é o resultado de seu isolamento vibracional. Isto é possível devido aos desligamentos vibracionais causados pela neutralidade, resultando mudanças benéficas na sua vida, pois assim ela evita perdas de energia, transformando-se numa grande usina energética.

A prática da neutralidade começa com as pequenas coisas. Ao passar pela rua, a pessoa vê um acidente já ocorrido. Como ela deve agir? Primeiro pergunte a si própria se é necessária sua ajuda. Depois se está apta a socorrer ou se já tem alguém socorrendo. Se decidir pela ajuda, neste caso estaria no lado positivo da dualidade. Caso venha sentir que não vai valer seu envolvimento, saia de lá imediatamente para evitar sua entrada na rede vibracional daquele acidente.

Também existem certos objetos que produzem um tipo de vibração perigosa – como é o caso de uma pessoa que fica limpando uma arma de fogo – ela acaba vibrando negativamente numa cena com o uso daquela arma. Evite completamente este tipo de vibração.

Cada um deve escapar de envolvimento com fatos negativos da política e das discussões de torcidas de clubes. Se você é eleitor, você deve votar obrigatoriamente, mas deve fugir dos conflitos e debates em torno da política, pois você é muito insignificante para alterar o curso dos acontecimentos com um único voto – caso contrário você se ligará numa rede vibracional que sugará sua energia.

Procure desligar mentalmente do passado e de pessoas com quem teve algum tipo de problema. Assim você estará desconectando de uma rede vibracional imprópria para o momento. Esquecer ou colocar uma pedra numa questão é fazer um desligamento. Deste modo, a mágoa, o rancor e o ódio desaparecem. O perdão é um desligamento vibracional, seguido de uma sensação de alívio e paz.

Esses desligamentos mentais ocorrem também com os objetos. Às vezes é bom fazer uma faxina dispondo de objetos que nos ligam mentalmente a certos fatos.

O mundo externo é essencialmente dual, exercendo sobre as pessoas uma influência constante durante sua vida. A prática da neutralidade tende a anular essa dependência externa, permitindo cada um penetrar mais fundo no seu interior.

As notícias, principalmente negativas, devem ser encaradas dentro da neutralidade, sobretudo para evitar choques emocionais e atitudes espontâneas desastrosas. O tempo e a seqüência dos fatos comprovarão que foi uma atitude conveniente.

A neutralidade é uma das portas de entrada na freqüência das Amazonas. Você estará penetrando num mundo intacto de revelações surpreendentes – este é o início do despertar do “Sarcedote”.

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