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Projeto HAARP

Projeto HAARP
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– Apenas uma pesquisa científica ou uma arma secreta? –

De Mauro Dias (maurodias19@yahoo.com.br) – em abril de 2011

 

Existe uma denúncia sendo repassada pela Internet de que os Estados Unidos provocou o recente terremoto no Japão. Para avaliar o que pode ser este projeto temos de agir com cautela, equilíbrio e principalmente neutralidade. Todos nós sabemos que os Estados Unidos é um país dedicado às pesquisas e por isto tem vários cientistas consagrados pelo “Prêmio Nobel”. Também sabemos que é um país com muitas qualidades e méritos no campo científico, no desenvolvimento, na objetividade, na ação de trabalho e administração – mas também sabemos pela história de seus equívocos e fracassos.

Depois do ataque de surpresa de Pearl Habor no Havaí deflagrado pelas formas armadas japonesas, os americanos passaram agir com prevenção, buscando colocar suas pesquisas sempre prioritariamente para novas armas para garantir ao país uma defesa eficaz.

As pesquisas sobre o comportamento das ondas eletromagnéticas na atmosfera têm um valor imenso na construção de equipamentos de comunicação. Todos nós sempre fomos informados que a atmosfera comporta-se de maneira variada dependendo da frequência eletromagnética irradiada. Esta variação de comportamento tem vantagens porque seleciona as ondas que devem cobrir toda a superfície do nosso planeta e as ondas que devem sair do planeta para atingir pontos do Universo.

Assim, as ondas de baixa frequência são refletidas pela camada mais alta da atmosfera denominada Ionosfera (ondas longas, médias e curtas). Por outro lado, as ondas de frequência elevadas não são refletidas por esta camada, conseguindo sair do planeta (ondas denominadas microondas VHF de TV, UHF de TV e celular, ondas-luz em gigahertz de radiotelescópios).

As ondas de baixa frequência ficam presas ao planeta e por isto são absorvidas pela Terra de tal modo que a energia emitida é perdida exigindo possantes transmissores. A rádio TUPI do Rio de Janeiro diz ter 300 KW na antena na frequência de 1280 Kilohertz em onda média. Isto significa que o consumo de energia é muito grande, resultando gastos com o uso do transmissor. Como este tipo de onda propaga melhor à noite, a potência é reduzida neste horário à metade por “lei”.

Também é sabido que quanto maior for a frequência menor pode ser a potência. No caso do projeto HAARP a frequência é muito alta e também a potência, tornando essa estação de irradiação muito poderosa. Nas proximidades da antena de certos transmissores a radiofrequência é tão grande que pode ascender lâmpadas sem fio, ou mesmo queimar ou cegar pessoas.

  
Fonte das imagens: HAARP

São vários os argumentos para não considerar o projeto HAARP como arma:

1. A Mídia está sempre afirmando que um terremoto de 8.0 na escala Richter é movido por uma energia colossal equivalente a milhares de bombas atômicas. Portanto a afirmativa que o projeto HAARP seja uma arma parece ser um absurdo. Esse transmissor fica no Alaska, uma distância muito grande do Japão para chegar com a potência de milhares de bombas atômicas, A energia empregada no local da transmissão seria tão grande que causaria danos ao próprio local, atingido as diversas formas de vida do lugar. Além disso, o projeto HAARP funciona com microondas que não conseguem fazer a curva da Terra a ponto de atingir locais distantes, ficando essa energia poderosa perdida pelo espaço cósmico. Se usasse frequência baixa, conseguiria atingir todo o mundo, porém a energia necessária seria maior que toda energia utilizada em vários países e essas ondas não conseguem o efeito desejado.

2. A energia aplicada a um alvo com efeito destruidor é um fenômeno físico que não obedece aos limites políticos dos países. Uma suposta emissão contra qualquer país atingiria outros países vizinhos. Também os efeitos poderiam retornar para o país agressor. No caso do Japão o vazamento de radioatividade poderia trazer danos para o próprio Estados Unidos. Além disso, se um terremoto pudesse ser provocado propositalmente num determinado local, causaria um desequilíbrio de forças telúricas com conseqüência imprevisíveis atingindo o próprio agressor ou mesmo outras áreas de seu interesse comercial, político e estratégico.

3. Sob o ponto de vista político, o Japão é hoje um país protegido pelos Estados Unidos conforme tratado de rendição no fim da Segunda Grande Guerra.

4. Na corrida armamentista os russos e chineses estão de alerta. A Rússia tem tecnologia para desenvolver projeto semelhante e por que somente os Estados Unidos têm este poder? Por que somente os Estados Unidos é sempre o único perigo?

CONCLUSÃO:

Citei apenas alguns argumentos. Muita coisa poderia ser dito num debate científico. Todas as pessoas têm o direito de opinião e crença. Mas seremos responsáveis pelo que dizemos e afirmamos. As idéias e hipóteses devem ser avaliadas com discernimento. Neste caso torna-se necessário algum conhecimento científico.

Quando a pessoa sentir que não tem essa capacidade de avaliação o mais aconselhável é não repassar as informações duvidosas e não compreendidas. As pessoas que se consideram pesquisadoras precisam ter mais escrúpulo ainda, pois estão sendo avaliadas pelas suas afirmativas. Um pesquisador deve evitar equívocos ao aceitar uma idéia de imediato. A pessoa que aceita e repassa uma idéia sem uma avaliação cuidadosa pode se tornar um agente ingênuo a serviço de uma conspiração secreta.

É possível que o projeto HAARP seja uma pesquisa com dois propósitos, um científico e outro belicoso, mas que os próprios resultados da pesquisa mostraram a impossibilidade de seu uso como arma.

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