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Verticalização Do Eixo Terrestre

Verticalização Do Eixo Terrestre
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De Mauro Dias (maurodias19@yahoo.com.br) – Dezembro/2006

Qualquer tipo de ação humana carrega por trás de si alguma espécie de crença – ninguém consegue fazer alguma coisa sem sua influência. Tudo que realizamos no dia-a-dia é apoiado numa determinada crença que representa a esperança de que uma coisa pode ser realizada.

A crença e a descrença são dois elementos que estão sempre perturbando nossa mente na aceitação ou não de um conceito. Estes pólos opostos são próprios do nosso mundo dual. É desta maneira que as informações vão chegando a nós por meio de duas diferentes fontes – a ciência e a cultura popular. A nossa dificuldade é sempre optar pelo caminho certo. Como já falhamos algumas vezes, conhecemos o sabor da descrença – ficamos com receio de deparar com ela novamente. A descrença é a conseqüência do fracasso – e ninguém gosta de falhar. Daí aparece a dificuldade de crer – pois a crença é uma aposta que fazemos.

Nos últimos séculos a ciência conquistou mais prestígio e por isto tornou-se o agente indicador da verdade – seu êxito ofuscava seus admiradores e ninguém tinha coragem de dar crédito à cultura popular. As grandes descobertas e invenções vieram mostrar que o método científico da experimentação e comprovação era o modelo que todos deviam seguir. A sabedoria popular indicava caminhos duvidosos fora do modelo científico e por isto ficou condenada ao desprezo e ao abandono.

Esta situação começou a mudar nos últimos vinte anos, porque já estão surgindo experiências e provas favoráveis à cultura popular. Podemos dar o exemplo da acupuntura que foi considerada pela ciência ocidental uma prática popular sem base científica. O sucesso da ciência foi tão grande, que alguns cientistas, tornaram-se demasiadamente convencidos, gerando assim um preconceito por todo tipo de cultura popular, rotulando precipitadamente tudo que encontravam pela frente. Assim não podiam aceitar a acupuntura – pois a ciência acadêmica nunca radiografou os chamados meridianos indicados por ela – isto era para a medicina apenas uma crendice popular. Mas pela insistência de algumas pessoas que acreditavam nesta prática, alguns pacientes foram anestesiados em cirurgias pelo método da acupuntura despertando espanto na classe médica ocidental com os êxitos obtidos. Alguns desses pacientes não podiam tomar a anestesia e presenciaram de forma consciente a operação realizada.

Na área médica, algumas vezes surgem fenômenos sem explicação – algumas pessoas apresentam doenças graves reveladas por exames infalíveis que indicam cirurgia urgente – e em poucos dias apresentam curas inesperadas antes mesmo da cirurgia – é aí que sentimos que a ciência não é tudo. Como pode acontecer isto? Não é a medicina que detém a verdade e a capacidade de curar? Como aquele paciente conseguiu cura tão instantânea?

A aura (corpo bioenergético) é outro exemplo, pois já era conhecida pelos iogues da Índia e visualizada pelos videntes, mas só veio ser admitida pelos ocidentais com a invenção e aperfeiçoamento da câmara Kirlian.

As práticas alternativas começam a ter seu valor devido, mas devemos ter cuidado com o radicalismo e exagero, lembrando que elas também têm suas limitações e por isto têm o caráter complementar nos processo de cura e terapia.

A dúvida é natural e compreensível para todos nós que lidamos com variadas crenças. Mas o que devemos evitar é o preconceito que nos imobiliza na expansão das nossas pesquisas. De início tudo é um jogo de raciocínio avaliando possibilidades dentro de certas hipóteses. A pesquisa é fomentada pelas suspeitas e indagações. Não é preciso acreditar para pesquisar – a crença vem depois da constatação e comprovação.

Poucos cientistas tiveram a coragem de pesquisar abertamente na área das ciências ocultas – daí a sua própria denominação – a ciência oculta é aquela que tem que ser praticada de maneira escondida. Roger Bacon fazia experiências com magnetismo de forma sigilosa no porão de seu convento, uma vez que esta prática era classificada como bruxaria. Hoje somos grandes usuários do magnetismo encontrado em todos os aparelhos elétricos e eletrônicos – ele saiu do ocultismo para a ciência oficial. Este é um exemplo de como o preconceito pode travar o desenvolvimento da ciência.

Mas ninguém precisa afirmar definitivamente que tem uma crença ou não. O pesquisador está apenas estudando um assunto para verificar certas possibilidades. A própria ciência, baseada em postulados e leis físicas, não conseguiu evitar seus equívocos – constantemente seus conceitos são reformulados. Parece que no Universo o conhecimento tem uma seqüência em etapas, a última sempre anulando a anterior. Foi assim que muitos destes cientistas em busca de explicações foram para Índia e Tibet e vieram de lá com uma visão do mundo modificada.

É dentro desta conduta que vamos avaliar os efeitos da mudança do eixo da Terra. As pessoas precisam mudar de paradigmas – precisam reavaliar seus conceitos e conferir suas crenças. Todo conhecimento não é plenamente completo – ele sofre modificações ao longo do tempo. Essas mudanças são normais e acontecem de acordo com nossa evolução e percepção das verdades. Você que nasceu numa família e foi educado numa certa religião, já pensou se tivesse nascido em outra família com outra religião? Com certeza sua crença seria outra! Todas as considerações aqui comentadas têm a finalidade apenas de preparar nossas mentes para aceitar o debate sem conclusões precipitadas.

O deslocamento do eixo terrestre é esperado por muitas pessoas estudiosas – mas nós podemos falar do assunto como hipótese e criar na nossa mente um quadro capaz de nos prevenir para o futuro. Quando pensamos nele, não podemos deixar de lado uma avaliação das profecias.

Admitindo a hipótese de que certas pessoas possam ver o futuro, seus relatos seriam cheios de linguagem figurada o que é normal neste caso – as coisas e objetos visualizados no futuro não têm vocabulário próprio para a época da previsão. Assim uma câmara fotográfica seria uma caixa que prende a alma das pessoas, o metrô seria uma cobra que carrega gente debaixo da terra, um avião lançando bombas seria um pássaro metálico botando ovos de fogo, helicópteros seriam gafanhotos, uma nave alienígena seria uma carruagem de fogo etc..

Desta forma, as profecias estão sujeitas a interpretação porque seu conteúdo é repleto de linguagem figurada e alegorias que lhe dão uma grande imprecisão. É por isto que uma profecia torna-se quase inútil – considerando que seu propósito básico é alertar – porquanto ela só se torna clara depois do fato acontecido – e mesmo assim através de interpretações forçadas.

A mudança do eixo da Terra é um fenômeno cíclico mencionado em muitas obras antigas. Ele está relacionado com a órbita do nosso sistema solar em torno de Alcyone, estrela do conjunto das Plêiades. Por isto este fenômeno é esperado novamente, provocando grandes transformações.

Em geral, toda a bibliografia sobre este assunto sempre menciona catástrofes telúricas. De certo modo estes acontecimentos de ordem física já são conhecidos pela população terrestre – mas numa escala diminuta. Os fenômenos esperados estão numa escala de grandeza muito maior – por isto a denominação mais adequada para eles fica sendo cataclisma.

Quanto à certeza de tais catástrofes, tudo não passa de hipótese, tudo vai depender do deslocamento do eixo terrestre, assim mesmo se for de maneira brusca. Algumas obras abordam este assunto, citando um pequeno desvio no eixo da Terra já ocorrido. Falam também de uma intervenção dos extraterrestres no sentido de manter o eixo estável, adiando os prováveis desastres – dando mais uma chance para a humanidade acordar e reparar muitos de seus erros.

Qualquer desvio no eixo terrestre seria notado pelos cientistas e técnicos que trabalham com astronomia. Geralmente em cada país existe um observatório astronômico oficial que controla a hora padrão e mede as declinações das estrelas, publicando assim um anuário astronômico. Este anuário tem o objetivo de contribuir para a própria astronomia, para a cartografia e para a navegação aérea e marítima. Se houvesse algum desvio do eixo da Terra, todas as estrelas ficariam igualmente deslocadas na esfera celeste – e isto seria percebido por qualquer astrônomo amador que observa o céu com certa constância. Acho que o mais provável é que nada aconteceu neste sentido, pois uma notícia desta vazaria facilmente dos meios científicos chegando ao conhecimento público por intermédio da mídia. A notícia de que os extraterrestres estão segurando o eixo na sua posição atual provem de canalizações – e tudo isto vai depender de nossas crenças.

Aliás, qualquer coisa que fazemos neste mundo é resultante delas. No mundo de nossa civilização toda a ação humana é movida por idéias e crenças. Se esta façanha estiver mesmo ocorrendo, pelo menos sabemos que os ETs têm tecnologia capaz de tal proeza – mas precisamos de acreditar em primeiro lugar na existência deles.

A Terra é formada essencialmente de três camadas. A camada externa denominada Crosta é de constituição sólida e formada de pedaços chamados de placas tectônicas. A segunda camada é o Manto que é a camada intermediária constituída de um material quente pastoso denominado magma. A terceira camada é o Núcleo, sólido e comprimido por extremas pressões, ficando no centro do nosso planeta.

Cada placa tectônica flutua sobre o magma como se fosse um barco. Todas elas formam um conjunto girando com o nosso planeta, numa velocidade estável que chega a ser 1.666 Km/h na linha equatorial. Assim, as águas de toda a Terra estão em relativo repouso apoiadas nos leitos dos oceanos lagos e rios.

Se houver uma mudança repentina do eixo terrestre no sentido de sua verticalização, essas placas bem como todas as águas do planeta sofreriam uma inversão brutal na sua força inercial causando grandes terremotos e grandes maremotos. Isto aconteceria porque o eixo da Terra tem uma inclinação pouco mais de 23 graus e uma mudança instantânea na sua direção faria as placas sobreporem-se umas nas outras, nas suas bordas, e as águas saltariam de seus leitos invadindo as terras. Os terremotos poderiam inclinar as placas invertendo o curso dos rios – causando ainda incêndios e desabamentos. O fluxo das águas invadiria as terras ocupadas tanto na ida quanto na volta (tsunami). Nas fendas entre as placas surgiriam novos vulcões cuja atividade poderia poluir a atmosfera a ponto de escurecer o céu, intoxicando populações e causando chuva ácida.

Todos os edifícios estão sempre submetidos a um momento de força que tende a tombá-los para o lado da linha do Equador – isto é natural e próprio da mecânica física – isto é um resultado derivado da centrifugação da Terra gerado por sua rotação. A verticalização do eixo da Terra mudaria o sentido de sua rotação, alterando assim o sentido desta força. Considerando que a velocidade linear na linha do Equador é de 1666 Km/h (supersônica) e o desvio mais de 23 graus – tudo seria atirado contra o chão com uma força incrível – é como se você dirigisse um automóvel nesta velocidade e desse um golpe na direção de 23 graus para um lado – o veículo capotaria dezenas de vezes.

Outra experiência seria realizada com uma vasilha contendo água, apoiada no assoalho de um carro – quando você entrar numa curva fechada e brusca, a água saltará para fora – é isto que aconteceria com as águas dos rios, lagos e oceanos.

Não é preciso falar mais nada – os desastres criariam o caos geral e total. Seria um desastre tão extremo que não conseguimos imaginar todas as possibilidades. Mas de qualquer modo, existe sempre uma dose de pessimismo quando falamos em desastres apocalípticos. Muitas coisas já aconteceram relativas a essas profecias. Eu tenho muita dúvida em relação ao futuro. Já constatei muitas falhas em previsões com datas estipuladas e que já são passadas.

Acredito mais em mudanças de comportamento e de paradigmas, transformando a ciência, os sistemas econômicos e sociais – todos eles mudando gradativamente de tal modo que passam quase despercebidos. O futuro é gerado pelas nossas ações do presente – e quanto mais distante for o futuro mais susceptível de alterações.

Além disto, devemos levar em conta que a verticalização do eixo terrestre poderia ser realizada suavemente, num período de pelo menos 23 dias, sendo um grau por dia – pois se os extraterrestres têm a tecnologia para deter este movimento, também poderiam realizar o fenômeno lentamente, evitando os desastres mencionados. Devemos ter cuidado para não ficarmos contaminados pelo pessimismo que corre nos dias de hoje, como se fosse uma psicose de autopunição.

O importante disto tudo, é estarmos preparados para qualquer hipótese – e por isto é bom compreender e admitir todas elas – o que vai acontecer realmente não temos certeza. Neste particular seria aconselhável refletir e analisar as palavras de El Morya Khan apresentadas na página 80 do livro “Em Busca da Luz” de Ergom e Inti-Rá (3? parágrafo):

“E nós garantimos que não passará um segundo sequer além do tempo previsto e programado, sem que todas as coisas aconteçam. Mas não acontecerão segundo as falhas concepções humanas. Portanto, de nada adianta levantarem hipótese e possibilidades, opiniões e julgamentos, datas e épocas e que isto será desta ou de outra forma, neste ou naquele dia, porque nada será como imaginam. Por isso foi dito que o Filho do Homem viria como ladrão à noite e todos os que não vigiaram seriam pegos de SURPRESA.”

Neste caso, a atitude mais sábia é a conscientização e o preparo de nossas mentes procurando mudar nosso comportamento – é estar em constante alerta – é preparar para todas as possibilidades – é evitar a surpresa acima mencionada. Mas neste trabalho de conscientização devemos ter cuidado com os extremos que podem chegar mesmo até a fantasia.

O objetivo deste texto é encorajar as pessoas para todo tipo de avanço na busca da compreensão dos mistérios da natureza, mas com seriedade e sabedoria para evitarem-se equívocos. A ciência é limitada, mas não podemos deixar de lado sua ajuda. Neste entendimento, os fatos da cultura popular vão transformando-se em fatos da ciência oficial até que tudo um dia passe a ser a mesma coisa – a ciência cósmica.

Nota: O terremoto que provocou o “tsunami” na Ásia (Dez/2004) foi causador de apenas um desvio de seis centímetros no eixo da Terra conforme divulgado na mídia.

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