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Como ir a qualquer lugar sem sair de casa

Como ir a qualquer lugar sem sair de casa
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– Com zero de custo –

De Wilmar Greven (wilmargrevenpp@yahoo.com.br)


Primeira Parte 

Introdução

 

Nunca antes na História oficial da Humanidade fomos tão assediados por imagens como nessas últimas décadas. Especialmente após os anos 60 e a popularização da televisão como o eletro-doméstico centralizador das atenções dentro de casa – lugar esse que antes fora do rádio e recentemente vem sendo disputado pelo computador.

A velocidade vertiginosa com que imagens editadas são apresentadas todos os dias diante dos nossos passivos olhos, tornou-se algo comum a partir dos anos 90. Isso especialmente através de uma técnica conhecida como “estética de video-clipe” (veiculada inicialmente no canal de música e vídeos chamado Mtv, para depois ser importada para o cinema e a televisão em geral). Portanto, por meio dessa aceleração, passamos a nos acostumar a sempre consumir muito mais informação visual do que realmente nos é possível fazer de modo consciente. É sempre bom lembrar que uma imagem vale por mil palavras, portanto, muito do que se queira passar ideologicamente pode ser feito de modo subliminar, sem que o telespectador se dê conta.

 

Muita Informação, pouco Conhecimento e, Sabedoria menos ainda!…

 

O que costuma acontecer é que, durante o nosso corrido dia de cidadãos de grandes metrópoles, dificilmente conseguimos tempo para ralentar tal fluxo contínuo e juntar, cá com nossos botões, algumas peças desse quebra-cabeça global. Antes que venhamos a amadurecer alguma sabedoria a partir desses novos conhecimentos já é hora de engolir mais uma salada mista inteira de outras imagens, e assim por adiante, ad infinitum! Tempos pós, pós e pós modernos, não? Sobre tal pressa imponderada no nosso dia-a-dia aquele ser conhecido como o ET Bilú poderia dizer de novo: “É uma pena…”.

Na verdade, os afortunados entre nós que podem viajar durante seus períodos de folga – na forma de turistas in loco ou apenas navegadores de internet – costumam buscar locais já mega famosos. Gostamos de imaginarmo-nos nos mesmos lugares onde milhões ou mesmo bilhões de outros já tiraram fotos, contribuindo assim para uma massificação ainda maior de tais imagens. Entretanto, como temos insistido aqui, quantidade e qualidade não costumam se equivaler nesse universo urbano do consumo.

 

Tanto para ver, mas sem dinheiro ou tempo para pensar sobre!…

 

Um dos sítios turísticos mais procurados na Europa – seja pela sua relevância político-religiosa ou o poderio admirável de monumentos, praças, jardins e obras de arte – continua sendo o Vaticano. E é justamente dele que queremos partir para nossa expedição, com o intuito de deixarmos a condição de meros consumidores passivos de imagens ultra popularizadas para a de observadores, ou até mesmo pesquisadores da História – essa velha desconhecida!

Digamos que durante nossas perambulações por alguma praça lá do Vaticano tenhamos nos deparado com a escultura abaixo:

Bem, apesar da extrema excentricidade o fato do Vaticano ter em uma das suas praças a maior escultura no mundo do que parece ser uma pinha (e ela ficar lá estacionada o tempo todo, ao contrário da enxurrada de imagens a que somos submetidos via mídia) a quase totalidade dos que por lá transitam, simplesmente não parecem estranhar tal presença, continuando a peregrinação turística após mais um click!

Mas digamos que, anos depois, casualmente ou por intuição, como queiramos chamar, você ou eu venha notar outras imagens de objetos religiosos e obras artísticas antigas que igualmente explorem tal formato (semelhante a uma pinha)! Abaixo estão alguns exemplos desses achados:

A gravura a seguir que mostra um bastão com uma pinha na ponta, é um símbolo do deus-sol Osíris, Museu Egípcio em Turim, Itália.

A imagem abaixo é uma representação de Dionísio, deus grego, segurando o tirso e sua pinha na ponta.

A imagem abaixo mostra a mão mágica de bronze datada do período final do Império Romano. Vejam a pinha no polegar.

Abaixo um castiçal usado nos serviços e ornamentos católicos.

Algo tilinta dentro da nossa cabeça, despertando a nossa curiosidade! Aí outros flagrantes vão deixando claro que essa imagem da pinha aparece em várias outras culturas antigas. E não só de modo artístico (como podemos ver na arquitetura e decorações sacras)! Portanto, algum significado e importância ela deve ter! Alguma coisa a pinha deve simbolizar! Mas se assim é, porque os guias turísticos nada sabem dizer e nunca aprendemos sobre isso na História, livros, revistas?

Até no símbolo da Medicina?

Uma vez que nossos olhos passaram a distinguir e destacar a imagem da pinha, símbolos que nos eram até de certo modo familiares passam a ganhar um interesse e possível significado bem maiores, pois o que estava na nossa cara não era até então visto! O objeto, a foto ou a imagem em si não estavam escondidos. O “esotérico”, era sua importância e simbolismo.

O exemplo maior disso é o tão corriqueiro bastão com a serpente enrolada, que costuma estar associado à Medicina. Já vimos algo semelhante também como símbolo do comércio, não é mesmo?

Joffre M. de Rezende, Professor Emérito da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás, em seu trabalho “O Símbolo da Medicina: Tradição e Heresia” tenta esclarecer porque os dois símbolos – o do deus grego Asclépio e o caduceu de Hermes/Mercúrio (que consiste em um “bastão” mais bem trabalhado, com duas serpentes dispostas em espirais ascendentes, simétricas e opostas, com duas asas na sua extremidade superior) têm sido usados ultimamente em conexão com a medicina, quando na verdade o caduceu deveria estar mais vinculado ao comércio.

Várias esculturas em templos – Asclepius, o deus da medicina é representado segurando um bastão com uma serpente em volta, mas não há unanimidade de opiniões entre os historiadores da medicina sobre o simbolismo do bastão ou da serpente.

O bastão pode significar árvore da vida, com o seu ciclo de morte e renascimento; símbolo do poder, como o cetro dos reis e o báculo dos bispos; símbolo da magia, como a vara de Moisés ou apoio para as caminhadas, no caso dos pastores.

Já a serpente está relacionada ao símbolo do bem e do mal, portanto da saúde e da doença; ao símbolo da astúcia e da sagacidade; ao símbolo do poder de rejuvenescimento, pela troca periódica da pele; e também, como ser ctônico, o elo entre o mundo visível e invisível.

Na imagem abaixo à esquerda mostra a vara com a serpente enrolada e à direita o caduceu de Hermes/Mercúrio. Ainda, na primeira ilustração a pinha na ponta da vara está detalhadamente visível, mas já na segunda ilustração o caduceu já aparece com uma ponta mais estilizada.

   

Diz o Prossor Rezende: “Hermes tinha a capacidade de deslocar-se com a velocidade do pensamento e por isso tornou-se o mensageiro dos deuses do Olimpo e o deus dos viajantes e das estradas. Como o comércio na antigüidade era do tipo ambulante e se fazia especialmente através dos viajantes, Hermes foi consagrado como o deus do comércio. Outra tarefa a ele atribuída foi a de transportar os mortos à sua morada subterrânea (Hades). Com a conquista da Grécia pelos romanos, estes assimilaram os deuses da mitologia grega, trocando-lhes os nomes: Asclépio passou a chamar-se Esculápio e Hermes, Mercúrio. Mas aconteceu que no intercâmbio da civilização grega com a egípcia, o deus Thoth da mitologia egípcia foi assimilado a Hermes e, desse sincretismo, resultou a denominação de Hermes egípcio ou Hermes Trismegistos (três vezes grande), dada ao deus Thoth, considerado o deus do conhecimento, da palavra e da magia. No panteão egípcio, o deus da medicina correspondente a Asclépio é Imhotep e não Thoth”.

Vemos por aí como esse rio (a História dos Símbolos) é longo e sinuoso, cheio de afluentes e mistura de águas!

Continua Rezende: “Outro fato que certamente colaborou para estabelecer a confusão entre os dois símbolos é o de se conferir o mesmo nome de caduceu ao bastão de Asclépio, criando-se uma nomenclatura binária de caduceu comercial e caduceu médico”. E, como se já não bastasse esses, outros fatos se somaram para gerar a confusão entre os símbolos: “O fato que mais contribuiu para a difusão do caduceu de Hermes como símbolo da medicina e não somente do comércio foi a sua adoção pelo Exército norte-americano como insígnia do seu departamento médico”.

Entretanto, Rezende parece contentar-se em seguir o rastro desses símbolos até a Grécia, ou no máximo ao Egito, quando para nós via iconografia e outros estudos já sabemos que eles têm origem mais antiga ainda (Índia, Atlântida, Lemúria?). Como vários outros autores de textos sobre esses símbolos, Rezende busca algum esclarecimento sobre a História dessas imagens e condena equívocos do seu uso, mas ainda desconhecendo o significado mais profundo e o possível uso dos conhecimentos práticos que elas indicam.

A imagem a seguir mostra Eva, Serpente e Adão.

A imagem abaixo com a vara de Asclepius para uma instituição ligada à Medicina.

A pinha na interpretação radical dos fundamentalistas cristãos

Continuando nossa busca na Internet, nós como detetives desvendando essa velha e mal contada História, podemos esbarrar com o que os sites de cristãos fundamentalistas têm a dizer sobre o uso da figura da pinha e do pinheiro por parte da Igreja Católica Apostólica Romana e também de outras religiões através dos tempos.

Eles consideram tal uso uma das muitas profanações dos ensinamentos bíblicos de que o Catolicismo seria culpado! Porque a Igreja Católica, durante toda sua história inicial, para não desagradar a muitos, teria feito um esforço de sincretismo com antigos rituais e festas dos ditos pagãos, encontrando pontes para uni-los ao Cristianismo. Alguns dizem inclusive que o catolicismo romano é uma falsificação do cristianismo, pois tem o paganismo como seu coração pulsante.

Como poderíamos dizer, teria sido acender uma vela para Deus e outra para o Diabo, quando no ano 354 DC, o Papa Libério viu a necessidade de cristianizar as festas que vários povos pagãos celebravam por altura do solstício de inverno (época do ano que hoje para nós corresponde ao Natal). Assim, em vez de proibir tais festas pagãs que eram enormemente populares, forneceu-lhes um pretexto cristão. Daí o nascimento de Jesus passar a ser comemorado dia 25 de dezembro. Entretanto, essa data do ano lá em Belém, onde Maria deu a luz, seria por demais fria para que os pastores estivessem apascentando as ovelhas, conforme encontramos narrado nos Evangelhos.

Então, a grande festa realizada naquela época do ano pelos ditos pagãos era em homenagem ao deus Sol e isso, através do profeta Ezequiel, Deus teria dito ser uma abominação. Citam Ezequiel 8: 15-16: “E disse-me: Vês isto, filho do homem? Ainda tornarás a ver abominações maiores do que estas. E levou-me para o átrio interior da casa do Senhor, e eis que estavam, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o templo do Senhor, e com os rostos para o oriente adoravam o sol.”

Outra conclusão divulgada pelos mesmos fundamentalistas cristãos é que tanto a pinha quanto o próprio pinheiro na função de símbolos pagãos representavam a vida eterna, algo desejado por pessoas de todas as épocas. Daí que a tão familiar árvore de Natal que usamos até hoje, ela seja na verdade um resquício daquelas antigas e, de acordo com eles, tão condenáveis festas!

Deuteronômio – 16:21: “Não estabelecerás poste-ídolo, plantando qualquer árvore junto ao altar do Senhor teu Deus, que fizeres para ti”.

Em Jeremias 10:2-4 “Assim diz o Senhor: Não aprendais o caminho das nações, nem vos espanteis com os sinais do céu; porque deles se espantam as nações, pois os costumes dos povos são vaidade; corta-se do bosque um madeiro e se lavra com machado pelas mãos do artífice. Com prata e com ouro o enfeitam, com pregos e com martelos o firmam, para que não se mova.” Vejam também Isaías 44:14-20.

Os pagãos são apresentados como aqueles que sempre cobiçaram e buscaram a vida eterna adorando e reverenciando diversos objetos encontrados na natureza. Esse tipo de adoração cumpriria a definição bíblica do paganismo. Citam Romanos 1:25: “Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.”

Por essas e outras observações fica claro que para os cristãos fundamentalistas quem está por trás de todo paganismo de todas as épocas é “Satanás” e ter uma árvore de Natal em casa acaba sendo algo tão condenável quanto a antiga adoração de um deus Sol feito de madeira. Assim como a pinha para eles significa apenas produto do pinheiro, e este, por sua vez, um símbolo pagão representando a vida eterna (Cabe aqui esclarecer que é errado afirmar que a pinha é o fruto, já que o pinheiro produz sementes “nuas”, não protegidas por fruto. A pinha, depois de aberta, solta os pinhões que irão originar um novo pinheiro). No entanto não sabem dizer como vieram o pinheiro e a pinha a serem associados a tão procurada vida eterna. Adiante veremos que algo bem mais profundo e antigo nos aguarda a esse respeito.

Para culminar a tal afronta da Igreja Católica, que outra amostra gigantesca de paganismo os cristãos fundamentalistas vem no Vaticano?

Na imagem abaixo o grande Pinheiro plantado no Vaticano.


A pinha como representação de uma das nossas glândulas endócrinas

Bem, até aqui, a partir daquela pinha gigante no Vaticano, conseguimos ver que realmente há enormes significações “ocultas” nessas obras de arte. Ocultas não porque tenham sido afastadas dos olhos do público, mas simplesmente porque a imensa maioria de nós, consumidores leigos de imagens, não somos observadores o bastante para perceber o quanto certo ícones se repetem e não saber por que estão associados.

Entretanto, hoje em dia como curiosos e pesquisadores da Internet, devemos nos considerar afortunados. Dispomos de ferramentas de busca como o Google ou o You tube, que tornam acessíveis – com um mero toque de dedos – não só imagens de bibliotecas do mundo a fora, mas também de trabalhos de outros com temas de nosso interesse.

Citamos a interpretação dos fundamentalistas cristãos que vêem no pinheiro e na pinha resquícios de paganismo, culto ao deus sol e alegoria sobre o renascimento – sobre a vida eterna. Mas, já temos por certo, que existem mais peças perdidas nesse quebra-cabeça.

O investigador e palestrante americano David Wilcock, no seu trabalho “2012 Enigma: Blueprint for a Golden Age”, é um dos que defende a interpretação de que todas as obras de arte e símbolos explorando a figura da pinha, eles estejam se referindo na verdade à importância do papel hermético de uma das nossas glândulas endócrinas. Justamente aquela que o seu nome deriva da palavra “pinha”: a glândula pineal!

O uso da alegoria da pinha como imagem e símbolo da pineal

Sabendo que a palavra “pineal” tem como raiz etimológica a palavra grega “pineus”(“pinus” no latim) e que significa pinhão ou pinha, podemos ter a curiosidade de saber como, quando e quem teria sido o primeiro a descobrir que existia tal glândula (provavelmente por dissecação do cérebro) e que o seu formato poderia ser comparado ao de uma pinha. Bem, isso ainda nós não conseguimos saber, pois as informações iconográficas disponíveis apenas nos levam concluir, que essa comparação já existia nas antigas tradições (espirituais) gregas e hindus.

Descobertas na antiguidade clássica sobre a mente e o cérebro

O médico Ramon M. Cosenza em “A Evolução Histórica dos Conceitos Sobre a Mente” escreve: “Hipócrates (460-379 a.C) acreditava que o cérebro era a sede da mente. Era uma espantosa e clarividente declaração, tão moderna quanto a que qualquer neurocientista atual poderia fazer. No entanto Aristóteles (384-322 a.C) divergiu de seus contemporâneos e afirmou que o coração era o órgão do pensamento, das percepções e do sentimento, enquanto o cérebro seria importante para a manutenção da temperatura corporal, agindo como um agente refrigerador. “Segundo ele, os nutrientes subiriam pelos vasos sangüíneos e uma parte deles, uma espécie de refugo, seria resfriada no cérebro, transformando-se em líquido, de forma análoga a que ocorre com a água na natureza, quando se forma a chuva.”

Aristóteles generalizou erradamente uma noção bastante antiga em todas as civilizações, de que pelo menos a sede das emoções seria o coração. Até hoje somos influenciados por essa noção, quando nos referimos ao símbolo do amor como sendo o coração, ao dizermos que estamos de “coração partido” ou de “coração pesado” e que gostamos “de algo de coração”. Isso provavelmente deve-se ao fato, de que a ativação do sistema nervoso autônomo simpático que ocorre na expressão das emoções, altera de forma sensível a freqüência cardíaca e a força de suas contrações. A associação do efeito à causa em sua expressão periférica gerou a interpretação errônea, que os filósofos naturais tentaram “explicar cientificamente”.

Continuando com a evolução histórica desses conceitos Consenza diz: “Galeno, nascido no ano de 131 na Ásia Menor e onde provavelmente morreu no ano de 201, rejeitou as idéias de Aristóteles, argumentando que não tinha sentido acreditar que o cérebro tivesse uma função de esfriar as paixões do coração. Galeno foi um intenso dissecador (o animal de sua escolha era o boi) e prestou muita atenção às meninges e às cavidades encefálicas e menos atenção ao cérebro em si. Para Galeno os nutrientes absorvidos nos intestinos passavam pelo fígado, onde era produzido o espírito natural. Este era levado ao coração, onde no ventrículo esquerdo transformava-se em espírito vital, que pelas carótidas se dirigia a uma rede de vasos na base do crânio – a rete mirabile. Aí se misturava com o ar inspirado, formando o espírito animal, que era armazenado nos ventrículos cerebrais e deles difundia-se ao cérebro. Este espírito animal vindo da mistura de um líquido e do ar era considerado como a essência da vida e a fonte das faculdades intelectuais. Quando necessário, ele viajava através dos nervos considerados estruturas ocas, para provocar movimentos ou mediar às sensações.”

Entretanto, não encontramos a quem atribuir a dissecação original onde foi percebida a semelhança da pineal com o formato de uma pinha, mas, pelo menos alcançamos a informação (via Wikipedia) de que o mais antigo relato conhecido de uma dissecação pertence ao grego Teofrasto (mais ou menos no ano de 287 a. C.), discípulo de Aristóteles. Ele a chamou de anatomia (do grego, “anna temnein”) e este termo se generalizou, englobando todo o campo da biologia que estuda a forma e a estrutura dos seres vivos existentes ou extintos. O nome mais indicado seria morfologia (que hoje indica o conjunto das leis da anatomia), pois “anna temnein” tem literalmente um sentido muito restrito, significando apenas dissecar”. Mas, foi outro grego, Herófilo, (335-280 a.C.), que não só dissecou o cérebro, como foi o primeiro a descrever suas cavidades, os ventrículos cerebrais, que ele associou com as funções mentais.

Descartes e a pineal como o local de atividade da alma

Esclarece também Consenza: “No século XVII os espíritos ainda dominavam as funções mentais. Nesta época René Descartes (1596-1650) escolheu o corpo pineal não propriamente como a sede da alma, mas como o local de sua atividade. A pineal foi escolhida por ser um órgão ímpar, ao contrário das outras estruturas cerebrais, que são bilaterais. A neurofisiologia de Descartes era bastante independente da neuroanatomia, que ele deliberadamente ignorava e que era baseada nos espíritos animais e nas vias pelos quais eles fluíam para exercer suas ações. Segundo ele, “as partículas mais rápidas e ativas do sangue” eram levadas pelas artérias do coração para o cérebro, onde se convertiam num gás ou vento extremamente sutil ou ainda, em uma chama muito pura e ativa, constituindo o “espírito animal”. As artérias deveriam reunir-se em torno de uma glândula situada no centro do cérebro: a pineal.

Abaixo incluímos uma ilustração do livro de René Descartes, De Homine, publicado em 1662. As informações visuais são levadas ao cérebro por nervos ópticos ocos. Daí elas chegam à pineal, que regula o fluxo dos espíritos animais através dos nervos. Os espíritos viajam até os músculos do braço, provocando um movimento.

A visão da Medicina sobre a pineal e suas funções

A pineal é também chamada de epífise neural. Ela é uma pequena glândula endócrina do tamanho aproximado de uma ervilha, localizada perto do centro do cérebro entre os dois hemisférios e anatomicamente é considerada parte do epitálamo. É uma estrutura de linha média, sendo vista freqüentemente em radiografias simples do crânio, por sua alta incidência de calcificação. .A sensibilidade da pineal às radiações eletromagnéticas parece ser o mecanismo por trás da regulação do ciclo de sono e de vigília, pois ela reage à presença da luz do Sol, inibindo a produção do hormônio melatonina – e isto, que permite ao nosso sistema biológico ter a noção de tempo.

Apesar de serem as funções desta glândula muito discutidas pelos médicos, parece não haver dúvidas quanto ao importante papel que ela exerce na regulação dos chamados ciclos circadianos, que são os ciclos vitais (principalmente o sono) e no controle das atividades sexuais e de reprodução.


Segunda Parte

 

A Pineal em Vertebrados Inferiores

A pineal não é exclusividade humana. No verbete sobre a pineal no Wikipedia encontramos: os pinealócitos em vertebrados inferiores têm uma forte semelhança com as células fotorreceptoras do olho. Alguns biólogos acreditam que as células pineais humanas partilham de um ancestral comum, que tinha células de retina. Em alguns vertebrados, a exposição à luz pode desencadear uma reação de enzimas em cadeia, hormônios e neuroreceptores, que podem ajudar a regular o ciclo circadiano do animal. Em humanos e em outros mamíferos esta função é suprida pelo sistema retino-hipotalâmico, que regula o ritmo no núcleo supraquiasmático. E ainda os seres humanos em suas interações sociais, culturais e expostos à luz artificial, são influenciados em seu “relógio” supraquiasmático.

Estudos sugerem que a pineal possa ter alguma função como magnetorreceptor em alguns animais, especialmente em pássaros migratórios, quando poderia funcionar como bússola.

Alguns crânios fossilizados têm um foramen pineal, corroborada pela fisiologia da lampréia moderna, da tuatara e de alguns outros vertebrados.

Pineal, infância e melatonina

Há algumas décadas, acreditava-se que a glândula pineal fosse um órgão vestigial (assim como o apêndice vermiforme em humanos), sem função atual. A glândula pineal é grande na infância e reduz de tamanho na puberdade. Parece ter um papel importante no desenvolvimento sexual, na hibernação, no metabolismo e na procriação sazonais. Acredita-se, que os altos níveis de melatonina em crianças inibem o desenvolvimento sexual. E tumores da glândula (com conseqüente perda na produção do hormônio) foram associados à puberdade precoce. Após a puberdade, a produção de melatonina é reduzida, quando a glândula freqüentemente fica calcificada em adultos.

Aaron Lerner e colegas da Universidade de Yale descobriram que a melatonina está presente em altas concentrações na pineal. A melatonina é um hormônio derivado do aminoácido triptofano, que tem outras funções no sistema nervoso central. A produção de melatonina pela pineal é estimulada pela escuridão e inibida pela luz.

Sendo a glândula pineal através do SNC a responsável pela secreção do hormônio melatonina, que regula a secreção de outros hormônios, como os da reprodução e o da produção do próprio glicocorticóide, quando ela é retirada diminui a síntese de anticorpos e a atividade linfocitária, provavelmente pela alteração desse hormônio (Bonamin, 1995).

“Terceiro olho” não desenvolvido?

Algumas observações em sua estrutura básica levam a crer que a pineal é uma espécie de olho não desenvolvido, um “terceiro olho” que evoluiu da função de um órgão fotorreceptor para um órgão neuroendócrino.

Na verdade alguns médicos já são capazes de identificar funções na pineal para além dos fatores fisiológicos, inclusive, o brasileiro Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, pesquisador do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo. Diz ele em uma de suas palestras (já disponibilizadas em vídeo no You tube): “a pineal é um sensor capaz de “ver” o mundo espiritual e de coligá-lo com a estrutura biológica. É uma glândula, portanto, que “vive” o dualismo espírito-matéria. O cérebro capta o magnetismo externo através da glândula pineal”.

Através de tecnologias como a tomografia ele observou a presença de calcificação na pineal, o que poderia levar à hipótese de que ocorre uma involução nesta glândula. No entanto, o Dr. Sérgio sugere que as formações cristalinas na pineal são na verdade cristais de apatita que estariam relacionados com a recepção de ondas eletromagnéticas, portanto funcionando como verdadeiras antenas, reforçando a sugestão de que a pineal tem papel muito importante na relação com os planos mais sutis.

A ciência médica avança nos estudos acerca do funcionamento da epífise – da glândula pineal, mas há muito que pesquisar sobre esta minúscula glândula localizada no centro do encéfalo.

A pineal para a filosofia e o misticismo

René Descartes (século XVII) afirmava que na pineal se situava a alma humana. Portanto, ela seria um órgão com funções transcendentes. Além de Descartes, mais recentemente, entre os anos de 1950 a 1960 escritores de sucesso (como o inglês com o pseudônimo de Lobsang Rampa), dedicaram-se ao estudo deste órgão (vide em especial o seu livro “A Terceira Visão”).

Pelo visto, a pineal é considerada por estas correntes religioso-filosóficas como um “terceiro olho” devido à sua semelhança estrutural com o órgão visual.

Gustavo Amorim no seu artigo “Os Mistérios da Pineal” conta: “o Tirso, um cajado com uma pinha na ponta, era carregado por Dioniso, Deus Sátiro e as bacantes (como visto em ilustração anterior que agora trazemos de volta), sendo um importante símbolo dos mistérios dionisíacos”.


Continua Amorim: “Dioniso era o Deus do êxtase e do processo metamórfico da morte e do renascimento espiritual, considerado como o mais misterioso dentro das experiências humanas. Uma versão dos mitos gregos dizia que o homem havia sido formado de elementos dionisíacos (divinos) e titânicos (impuros), sendo isso a causa de sua dualidade e de seu sofrimento. Os Mistérios Órficos – talvez a Escola de Mistérios mais antiga do ocidente, tinham como objetivo a purificação dos elementos titânicos do corpo do homem, para que prevalecesse o elemento Dionisíaco (Divino), permitindo a sua iluminação e o seu acesso a um estado de consciência de mais plenitude – de unificação.”

Alguns estudiosos acreditam que este processo de purificação e acesso à consciência divina, ele era similar em essência ao Yoga da tradição hinduísta, cuja prática consiste em despertar a poderosa energia kundalini que tem sua origem na base da coluna, para elevá-la até o chakra sahashar conhecido como lótus de mil pétalas. Esse chakra é um importante centro energético localizado no topo da cabeça que, não por acaso, também está relacionado à glândula pineal. “A elevação desta energia até o topo da cabeça causaria a purificação do corpo e da alma, permitindo então o florescimento da consciência espiritual e divina”.

Diz-se que o Tirso (cajado) carregado por Dioniso representa exatamente a coluna por onde sobe a energia kundalini, sendo que a pinha (pineal) representa esta glândula associada com o chakra coronário – o centro energético onde se dá a união do humano com o divino. Este significado do Tirso é muito similar ao do Caduceu de Mercúrio, símbolo esotérico da iluminação e também o símbolo moderno da medicina.

Na tradição hinduísta o chakra Ajna, conhecido como “terceiro olho”, também associado com a pineal, pode ser estimulado diretamente através de mantras, que são vibrações entoadas através de sons ou de pensamentos.

Os defensores das capacidades transcendentais deste pequeno órgão consideram-no como uma antena. A glândula pineal tem na sua constituição cristais de apatita. Estes cristais vibrariam conforme as ondas eletromagnéticas que captam, o que explicaria a regulação do ciclo menstrual conforme as fases da lua ou a orientação de uma andorinha em suas migrações. No ser humano, seria capaz de interagir com outras áreas do cérebro – com o córtex cerebral, por exemplo. Esta teoria pretende explicar fenômenos paranormais como a clarividência, a telepatia e a mediunidade.

De acordo com o pesquisador Renato Koen alguns estudos afirmam, que hindus teriam a glândula pineal maior que a de qualquer outro povo, fato que pode estar relacionado com a milenar valorização cultural dada pelos indianos às técnicas de desenvolvimento da mente/espírito.

Casamentos Prematuros?

Sabemos também que o casamento na Índia pode ser realizado a partir dos 13 anos, como ocorria no Brasil há muitos anos atrás. O casamento nessa idade possibilitaria ao jovem casal ter um relacionamento sexual contínuo e desenvolver uma maior sintonia. Considerando que estímulos emocionais e sexuais por ativarem a energia da Kundalini, intensificam a evolução mental e a ampliação do campo vibracional mais do que quaisquer outros (vide sites associados ao Projeto Portal) e aceitando que a fase entre os 9 e os 18 é a melhor para o desenvolvimento de tais faculdades, a união entre pessoas tão novas talvez deixe de soar para nós como algo tão prematuro, pelo menos num plano idealizado.

Sendo a puberdade dos 12 aos 20 anos, dentro de um período quando a energia sexual é mais intensa e ativa, esse seria o momento ideal e mais oportuno para a expansão do conhecimento e o acesso à memória cósmica.

Comentando sobre casamentos na Palestina que, segundo direitos do Islã mais radical, podem ocorrer entre homens feitos e meninas de 4 a 10 anos, Koen cogita a possibilidade dessa prática tratar-se de uma degeneração de uma antiga tradição para evolução energética, perdida ao longo dos séculos. Teria então chegado aos nossos dias transfigurada e esvaziada do seu propósito original. Tal tradição dos casamentos “prematuros”, portanto estivesse originalmente ligada à virtude do desenvolvimento pleno das potencialidades da energia da Kundalini, mas já pervertida teria se degenerado até o estado atual, onde parece não representar mais do que pura pedofilia de uma sociedade machista e condenável (pelo menos para os nossos padrões ocidentais).

A Pineal e o Espiritismo

Em “Missionários da Luz”, o livro psicografado por Chico Xavier constam os seguintes esclarecimentos:

“… analisemos a epífise (pineal) como glândula da vida espiritual do homem. Segregando energias psíquicas, a glândula pineal conserva ascendência em todo o sistema endócrino. Ligada à mente através de princípios eletromagnéticos do campo vital, que a ciência comum ainda não pode identificar, comanda as forças subconscientes sob a determinação direta da vontade. As redes nervosas constituem-lhe os fios telegráficos para ordens imediatas a todos os departamentos celulares e, sob sua direção efetuam-se os suprimentos de energias psíquicas a todos os armazéns autônomos dos órgãos. A Epífise é a glândula da vida mental. Ela acorda as forças criadoras no organismo do ser humano na puberdade e em seguida continua a funcionar como o mais avançado laboratório de elementos psíquicos da criatura terrestre. Ela preside os fenômenos nervosos da emotividade, como órgão de elevada expressão no corpo etéreo”…

Neste mesmo livro é narrado também como a pineal assume um brilho especial recebendo vibrações refinadas de planos mais sutis, facilitando a comunicação espiritual.

Ainda, é relatado neste livro:

… “a epífise parece constituir-se em verdadeiro freio às manifestações do sexo na fase do desenvolvimento do corpo e da adaptação do espírito a ele. A partir da puberdade (14 anos mais ou menos) a glândula pineal se ajusta ao organismo passando a atuar como uma porta de liberação das sensações e das impressões na esfera emocional, potencializando a sexualidade e os instintos naturais de reprodução ligados ao afeto, que unem as pessoas e suas existências”. 

De acordo com a estudiosa Rosana Felipozzi (Revista Espiritismo e Ciência nº 37):

… “podemos aprender, que a epífise ou glândula pineal é a glândula que controla o desenvolvimento das faculdades criadoras, que são liberadas a partir dos 14 anos e que permite a cada um reabrir o seu mundo emotivo com a bagagem da experiência sexual adquirida em outras vidas”.

Para os palingenesistas (reencarnacionistas, kardecistas, esotéricos, iogues, etc.) a glândula pineal é tida como a glândula da vida espiritual ou glândula da vida mental. Descartes chegou denominá-la “sede da alma racional” e “glândula do saber”. Até Nostradamus arriscou conceituá-la como: “a antena mais fina e alta de nosso Sistema Nervoso Central”.

A ciência já constatou que esta glândula sofre modificações desde a vida uterina do ser, Nela acontecem mutações, que são observadas entre 6 e 7 anos, o que coincide com as noções espíritas relativas à consolidação do processo reencarnatório, em especial em relação à fixação definitiva do espírito ao corpo físico.

É certo que as glândulas genitais segregam hormônios do sexo, mas a glândula pineal é quem direciona e preside as funções dela.

Pineal e o Cordão de Prata

Estudos relacionados ao individuo sensitivo quando se projeta fora do corpo – no desdobramento, admitem que na pineal é onde se dá o ligamento do cordão astral (atrás da nuca), unindo os dois corpos (soma + psicossoma). Para estes estudiosos é também na pineal, que se dá o elo que mantém a pessoa ainda ligada de algum modo ao corpo, em uma experiência de quase morte.

Fenomenologia Orgânica e Psíquica da Mediunidade

O Prof. Sérgio Felipe de Oliveira diz:

“No fenômeno mediúnico, trabalhamos com a hipótese de que o órgão sensorial é a glândula pineal. Já dissemos que todo fenômeno de senso percepção, envolve um órgão sensorial que capta o estímulo e uma área do córtex cerebral que processa a informação, tornando esse estímulo acessível à razão, ao autodomínio. Por exemplo, os olhos como órgãos sensoriais captam a imagem e esta é processada no córtex occipital, que é área de percepção cortical. Assim também, no caso da pineal, ela captaria o estímulo mediúnico, através de ondas magnéticas vindas do universo paralelo ou mundo espiritual e esse estímulo seria enviado ao lobo frontal, que se incumbiria das conexões necessárias, a fim de que o indivíduo assumisse o domínio sobre esse intercâmbio – entre o seu universo mental e cerebral com o mundo espiritual. Mas, não é dessa forma que acontece na maior parte das vezes. Por quê?”

“Para que o individuo utilize o lobo frontal, usufruindo de seus recursos como elemento processador das captações mediúnicas vindas da pineal, ele precisa ter um treinamento, precisa possuir um desenvolvimento de sua estrutura psíquica. Então, se ele desenvolve e alimenta dentro de si a capacidade de amar, de tolerar e de resolver problemas, ele expande essas áreas do lobo frontal, que sem essas qualidades psicológicas, não há desenvolvimento dessa importante região do seu cérebro. Se não houver interesse neste sentido, não há um processamento cognitivo da captação mediúnica. Então o que acontece?”

“Essa captação vai ser drenada para áreas mais interiores do cérebro, mais primitivas, como a do hipotálamo. Desse modo o indivíduo fora do circuito da compreensão da sua capacidade de elaborar aquilo que absorve da Espiritualidade, não se interessa em usufruir dos benefícios que ela pode oferecer. Como conseqüência, toda a captação realizada pela pineal é drenada para as estruturas adjacentes do córtex, mormente o hipotálamo. O que ocorre, então?”

“No hipotálamo é onde está a sede dos comportamentos psicobiológicos. Nele, estão as áreas da fome, da sexualidade, da agressividade e por ele transita o sistema reticular ativador ascendente, responsável pelo estado de sono e de vigília.”

“Esses comportamentos que são inerentes a essa área do cérebro – o hipotálamo, eles fazem parte do que poderíamos chamar psicologia biológica. Em relação a ela não é preciso aprender, já se nasce sabendo dormir e acordar, já se tem instinto sexual e de preservação da vida, onde a fome está incluída. Do mesmo modo, já existem pulsões agressivas, sejam para a coragem, que seria uma elaboração positiva da agressividade, sejam para a irritabilidade. Um bebê fica irritável, não é mesmo? O estado depressivo e fóbico são também comuns e, inclusive, tanto nos animais quanto nos estados agressivos violentos.”

“A auto-agressividade é todo um processo psíquico de auto-anulação, que se expressa pela depressão ou fobia e a heteroagressividade é também todo um processo de irritabilidade e de violência. Se o indivíduo não usa de sua capacidade de fazer juízo de valor, de contatar esse universo paralelo e espiritual que o cerca, ele fica com o lobo frontal paralisado. A captação da pineal é então, dirigida para o hipotálamo potencializando esses comportamentos.”

“Que conceitos nós tiramos daí? Que ondas magnéticas que vêm da influência espiritual são captadas pela pineal (como acontece no telefone celular), mas se essa energia é jogada para o hipotálamo, circula nesse território e atua nessas áreas responsáveis por esses comportamentos psicobiológicos, potencializando os seus efeitos.”

“Com isso, o indivíduo pode ter uma fome incrível, que não se justifica por suas necessidades metabólicas ou ter anorexia. Pode também possuir alterações do sono com muita sonolência, ausência dele ou alterações do estado de humor, se tornando irritável, agressivo, depressivo, fóbico ou até mesmo violento. Ainda, pode ter problema na área da sexualidade, sobretudo, com dificuldade de formar vínculos mais duradouros (…)”

Através de tecnologias como a tomografia observou-se a presença de calcificação na pineal, o que levou à hipótese de que ocorre uma involução nesta glândula. No entanto, o Dr. Sérgio Oliveira sugere que as formações cristalinas na pineal, são na verdade cristais de apatita que estariam relacionados com a recepção de ondas eletromagnéticas, portanto funcionando como verdadeiras antenas, reforçando a sugestão de que a pineal tem papel muito importante em relação aos planos mais sutis.

Entretanto, Dr. Isso Jorge Teixeira embora não cético quanto a existência da vida espiritual, não leva fé nas conclusões de outros pesquisadores, que se baseiam justamente em análises da composição da glândula pineal – onde detecta-se na sua estrutura os cristais de apatita, um mineral também encontrado na natureza sob a forma de pedras laminadas e que capta campos eletromagnéticos.

Pineal: órgão em involução ou não?

Para Teixeira então: … “a glândula pineal é um órgão em involução – em extinção no homem, que em sua evolução física ela vem perdendo progressivamente as funções que exerciam e mesmo aquelas que ainda exercem nos animais inferiores. É um órgão de pouco peso no homem, tanto anatômica quanto fisiologicamente e isso nos parece mais ou menos claro, pois a sexualidade e reprodução do homem atual não precisam ser controladas por um órgão. O homem possuindo o livre-arbítrio, não necessita de cio e pode perfeitamente controlar a reprodução.“

Mas, para o pesquisador Marco Aurélio Pulsz Schunk ele diz em seu trabalho:

“O corpo pineal é denominado também, “terceiro olho” ou “olho de Shiva” pelos ocultistas, embora, por engano lamentável alguns espiritualistas o mencionam como hipófise/pituitária.

“O corpo pineal ou epífise é a responsável pela vidência do mundo astral e pela clarividência.”

“Na vidência astral a epífise é utilizada também pelos animais, (cães, cavalos, etc.) que são sujeitos à visão de cenas do plano astral. A humanidade no ciclo lemuriano parece que utilizava ainda desse olho, lado a lado com olhos duplos materiais que começavam sua evolução. Realmente, o olho pineal, específico para as vibrações do astral, não percebia com clareza e nitidez a luz, cores e formas físicas. Com a mais forte materialização do homem havia necessidade de órgãos, que percebessem e vissem com mais acuidade o mundo físico, enquanto se fazia menor a necessidade de percepção do mundo astral. Houve por isso, a involução ou atrofia do olho pineal (específico para vidência astral) e o aperfeiçoamento dos olhos físicos, que reproduziam e filtravam melhor as vibrações da matéria densa”.

O médico e expositor do Instituto de Cultura Espírita do Brasil Jorge Andréa é outro estudioso que diverge da visão do Dr. Iso Jorge Teixeira, quando diz : “poderíamos pensar que o olho pineal em vez de ser elemento regressivo, com tendências ao desaparecimento, fosse ao contrário elemento em desenvolvimento. Do olho externo e ímpar de certos animais haveria aos poucos, nos lentos e meticulosos processos de mutações e de transformações evolutivas que desconhecem o tempo, uma inflexão para o interior da caixa craniana, tomando características histológicas especiais, sem perderem as de sua origem. Atenderia esta formação ao controle de funções de alta relevância para o animal, tais sejam os diversos mecanismos do instinto com tonalidades próprias, conforme o desenvolvimento da espécie.”

“Lógico seria admitir que, à medida que a escala zoológica avança, os instintos se desenvolvem atingindo seus mais altos graus e, na espécie humana a glândula pineal responderia pelos mecanismos da meditação e do discernimento, da reflexão e do pensamento e pela direção e orientação dos fenômenos psíquicos mais variados”.

“A glândula pineal na espécie humana ocupa posição central em relação aos órgãos nervosos.” 

A glândula pineal mantém relações com as glândulas endócrinas e com elas deixa transparecer sua influência em maior ou menor grau. Ainda é difícil estabelecer as relações exatas entre a pineal e essas glândulas, embora possamos asseverar pelos trabalhos e observações conjuntas, que a pineal seria realmente a orientadora da cadeia glandular, comunicando-se com as demais glândulas direta ou indiretamente tendo na hipófise o grande campo de suas expansões com o organismo inteiro.

Com os gritos da puberdade, aos 14 anos em média, a pineal chefiando a cadeia glandular e mais condicionada pelo desenvolvimento físico do indivíduo, encontra melhor campo e distribuição das emoções de vidas pregressas, cedidas pelos vórtices da zona inconsciente (zona espiritual). Esses profundos vórtices energéticos do inconsciente, por se acharem ligados às manifestações do sexo, causam modificações como que preparando o campo físico (através da glândula pineal) às necessidades evolutivas, onde as imensas regiões das emoções melhor se expressam.

A Pineal como válvula eletrônica

Diplomado em Filosofia e Teologia pelo Colégio Internacional S. A. M. Zacarias, em Roma e professor Catedrático no Colégio Militar/RJ, Carlos Torre Pastorino afirma que a pineal é a “principal válvula” (no sentido eletrônico) do corpo humano.

Diz ele: “para a comunicação necessitamos de uma válvula detentora ou retificadora, que é o corpo pineal. Comparativamente à termiônica, a pineal funciona recebendo corrente alternada e deixando sair corrente direta – é uma “transformadora de corrente”. Mas, ao mesmo tempo age tal qual um transformador de freqüência, pois recebe “ondas pensamento” que de lá saem modificadas em “ondas palavras”. Essa modificação da ideação em palavras é constante no trabalho interno do “Eu”, que fornece as idéias à mente abstrata; essas ondas curtíssimas são enviadas do transmissor (coração) e captadas pela pineal (cérebro), sendo aí transformadas em palavras discursivas, em raciocínios, em deduções e induções. Com a prática desse trabalho constante, embora inconsciente, a pineal exercita-se para mais tarde, mais amadurecida, poder fazer o mesmo com idéias provenientes de fora, de outras mentes por meio da telepatia.”

“A pineal, formidável válvula eletrônica, capta as ondas-pensamento (corrente alternada) e as detecta em ondas discursivas (corrente direta pessoal) trabalhadas pelos lobos frontais do cérebro. Depois são traduzidas em som (pelo aparelho fonador) ou em desenhos ideográficos (pelos músculos das mãos). Assim, de forma teórica e pratica observamos a transmutação das idéias de um ser para outro, no ponto exato da transformação das ondas.”

“Admitimos, então, que há corpos capazes de receber as vibrações de outros corpos, tal como o tetróxido de triferro recebe as vibrações do ferro, trazendo-os mesmo a si, quando o peso-força da radiação é maior que o peso-massa do corpo. Assim, verificamos também com a ebonite, que recebe vibrações de cabelos, papel, etc., trazendo-os a si, quando leves. E o mesmo ocorre ainda com o corpo humano, sobretudo, com certos órgãos. Por exemplo, a glândula pineal e a glândula pituitária (epífise e hipófise), que têm a capacidade de receber as ondas pensamento da própria mente e de outras mentes, encarnadas ou desencarnadas.”

“Aceitamos a teoria de que toda e qualquer idéia ou pensamento do espírito é transmitido vibracionalmente e recebido pela pineal e, através dela é comunicado aos neurônios cerebrais, que então a transmitem ao resto do corpo, agindo sobre os centros da fala, dos braços, pernas, etc. Inversamente, tudo o que fere os nervos ópticos, auditivos, olfativos, gustativos, tácteis, etc., é levado aos neurônios, que o fazem chegar à pineal e, daí então, é transmitido por meio de ondas pensamento ao espírito. Assim como recebe os pensamentos do próprio espírito, pode também receber os de outros espíritos quer na matéria (telepatia), quer desencarnados.”

“Entretanto, alem desse tipo de mediunismo, que chamaríamos magnéticos”, temos outro tipo de mediunismo, realizado por fio fluídico, ligado diretamente aos chakras e, destes passando aos plexos nervosos, que são feixes e entrosamentos de nervos. Ou “seja, os chakras representam em relação aos plexos, o mesmo papel que a pineal tem em relação ao cérebro.”

“Do mesmo modo que os nervos constituem os condutores fluídicos das vibrações sensoriais no corpo físico, assim existem cordões fluídicos de matéria astral, de que nossa ciência terrena “oficial”, ainda nem sequer apurou a existência, embora citadas em literaturas antiqüíssimas e bem conhecidas no ocidente.” (Eclesiastes 12:6).

Na Yoga

Do ponto de vista dos hindus, a glândula pineal é um órgão essencial do organismo humano, detentor de dois chacras ou centros energéticos muito importantes – o do “terceiro olho”, localizado na região central da fronte e o coronário também situado no campo encefálico.

A pineal é o chakra Ajna do Sistema Tântrico. Sua ativação pode ser feita pela prática prolongada da Yoga e certas técnicas de meditação ou ainda pela prática da captação da energia solar. Essa última não segue os passos da Yoga clássica.

O Chakra Ajna tem duas pétalas brancas de lótus e localiza-se entre as sobrancelhas. Trata-se de um chakra muito pequeno e suas duas pétalas mal preenchem o espaço entre as sobrancelhas. É às vezes, é encarado como ”terceiro olho místico” – o olho interior ou mental.



Terceira Parte

O Chakra coronário

Este chakra também chamado Sahasrara está situado no alto da cabeça, na direção da glândula pineal, que com ela corresponde. É um exaustor com 12 pás no centro e com 960 pás na periferia, dai ser também chamado “lótus de mil pétalas”.

Poder-se-ia dizer que é presidido por Brahma, pois aqui se encontra a Kundalini – Shakti, que volta se unir a Brahma. O brilho das mil pétalas do lótus é a expressão da iluminação. O chakra Sahasrara, portanto, sinônimo de samadhi, é onde ocorre a explosão na Consciência Cósmica.

Sua cor predominante e seu brilho variam de acordo com seu desenvolvimento e, portanto, com a evolução da criatura. Seu despertamento é importantíssimo, para que não receba vibrações do astral, mas somente do mental.

É através do coronário que recebemos a Luz do Alto, penetrando a Onda Espiritual do Logos. Os primitivos cristãos conheciam bem sua força, tanto que os monges ocidentais (à imitação do que sucedia com os orientais: egípcios, chineses, hindus, tibetanos etc.) raspavam a cabeça, como significado que afastando os cabelos, isto é, retirando todos os empecilhos materiais, a ligação com o Espírito e o recebimento da Luz, se dá de forma mais perfeita possível.

O chakra coronário é o sintonizador das ondas do plano mental recebidas por telepatia, vindas de fora de espíritos desencarnados ou vindas das “noúres” (P. Ubaldi) de correntes de pensamento, que constituem a “noosfera” (Teilhard de Chardin) por meio da mente da própria criatura encarnada. Neste caso, a Mente transmite à intuição que é recebida pelo “ponto de contacto” do “Eu profundo” situado no coração e este o transmite ao chakra coronário que transfere à pineal, para que leve ao cérebro que transformará a idéia ou intuição em raciocínio. Neste ponto, é que com muita freqüência morrem as intuições rejeitadas pelo intelecto vaidoso, que não as aceita.

Aqui, mais uma vez, queremos chamar a atenção a respeito da diferença que fazemos entre Mente (espiritual) e Intelecto (cérebro da personagem).

Com a sua Mente o homem é constituído de Centelha Divina, que se individualiza em Espírito no caminho evolutivo. Para progredir o Espírito plasma para si, por condensação uma personagem (conjunto de intelecto, astral, etérico, e físico denso). O somatório total (Centelha-Mente e Espírito-Intelecto-Astral-Etérico-Físico) é o homem com “espírito reduzido” em suas proporções por sua prisão no cérebro físico: é o denominado “eu pequeno”, com a consciência atual. A personagem é o Espírito (Mente-Centelha) condensado na matéria. Ora, condensar é reduzir. Compreendamos, então, que o Espírito (Mente-Centelha) são ilimitados, quase “infinitos” e a personagem é uma condensação dentro do Espírito-Mente-Centelha. Portanto, o Espírito-Mente-Centelha não estão localizados dentro do homem, mas ao contrário, o homem é que está condensado dentro do Espírito-Mente-Centelha que são ilimitados e existem fora do tempo e do espaço.

Pelo chakra coronário os médiuns recebem as comunicações por ondas mentais, isto é, intuitivas ou telepáticas. O Espírito comunicante pensa (em qualquer idioma) e através do chakra coronário e do corpo pineal o médium capta esse pensamento (em sua própria língua) e o transforma em palavras e frases (com seu próprio vocabulário).

O pleno desenvolvimento dá a iluminação mental e a criatura atinge o nível de Buddha, como ocorreu com Sidharta Gautama. Daí ser Ele representado com uma saliência no alto da cabeça, símbolo de sua iluminação através do coronário.

“A igreja também conhecia esse símbolo e colocava em redor da cabeça de seus homens iluminados (santos) uma auréola dourada, que é a cor da aura dos indivíduos muito evoluídos”.

Pineal e a “fotossíntese humana”

O Dr. Navneet Shah M. D., Clínico Endocrinologista, (EUA) afirma: “que a retina e a glândula pineal estão equipados com células foto-receptoras e podem ser considerados como órgãos foto-sensíveis. Assim, como o reino vegetal se baseia na clorofila e na fotossíntese diretamente dependente do Sol, da mesma forma “algum tipo de fotossíntese” pode ocorrer no corpo humano, se seguirmos essa hipótese da energia solar. Através de algum meio complexo e mediante algum procedimento, essa energia deve entrar no corpo.”

Continua Dr. Navneet: “neste sentido existe um caminho através das retinas, até o hipotálamo chamado trato retino-hipotalamico. Ele leva informações sobre as variações da luz (ciclos de luz e escuridão) para o Núcleo supra-quiasmático do hipotálamo. Deste núcleo, os impulsos viajam através do nervo pineal (Sistema Nervoso Simpático) até a glândula pineal. Esses impulsos inibem a produção de melatonina. Quando os impulsos cessam (de noite ou no escuro, quando a luz não estimula mais o hipotálamo), cessa também a inibição da pineal e a melatonina é liberada. A pineal (ou 3º olho) é então um órgão fotossensível e importante regulador de tempo para o corpo humano.”

É dito também que a Pineal inibe o crescimento e a metástase de alguns tumores e tem um efeito estimulante sobre o sistema imunológico.

Na Teosofia

Aqui é interessante transcrever literalmente as anotações de Helena Petrovna Blavatsky sobre a pineal:

“Também chamada de “terceiro olho”. É uma pequena massa de substância nervosa, cinza-avermelhada, do tamanho de uma ervilha, aderida à parte posterior do terceiro ventríloquo do cérebro. É um órgão misterioso, que em outros tempos desempenhou papel importantíssimo na economia humana. Durante a terceira raça e no início da quarta, existiu o “terceiro olho”, órgão principal da espiritualidade no cérebro humano, local do gênio, o “Sésamo Mágico”, que pronunciado pela mente purificada do místico, abre todas as vias da verdade para aquele que sabe usá-lo (Doutrina Secreta, III, 506).”

Na Alquimia:

O processo alquimista para despertá-lo e elevá-lo, é realizado na medula espinhal, onde o sal, o enxofre, o mercúrio e o azoto são encontrados. Ele é elevado à incandescência pelo pensamento sublime e nobre, pela meditação sobre assuntos espirituais e pelo altruísmo expresso na vida diária. A energia criadora assim atraída para cima através do canal espinhal é um espírito-fogo espinhal – é a serpente da sabedoria. É conduzido cada vez mais para o alto e ao alcançar o corpo pituitário e a glândula pineal no cérebro, faz com que eles vibrem abrindo os mundos espirituais, capacitando o homem a se comunicar com os deuses. Então, este fogo se irradia em todas as direções, permeando por todo o corpo humano e também pela sua atmosfera áurica, para que o homem se torne uma pedra viva, cujo brilho supera o do brilhante ou o do rubi. Ai, ele se torna então “A Pedra Filosofal”.

Na Sociedade Rosa-Cruz

O livro “A Astrologia e as Glândulas Endócrinas” de Augusta Foss Heindel, que foi editado em 1936 pela The Rosicrucian Fellowship, já tratava dentro de um registro espiritual das funções do corpo pituitário e da glândula pineal. Portanto veio de encontro ao interesse dos estudantes de medicina e também das ciências ocultas.

A Sra Heindel diz em seu livro que o tamanho da pineal varia de acordo com a nossa condição mental e espiritual. Seria maior na criança que no adulto e também mais desenvolvida nas mulheres do que nos homens.

Ela atesta que a pineal é muito pequena no homem que desperdiça seus fluidos vitais e ao contrário é maior naquele que vive uma vida casta. A conservação dos fluidos vitais e a vida casta fortaleceriam o cérebro e as glândulas endócrinas aumentariam de tamanho.

Nesse seu livro Heindel vê no formato da glândula pineal semelhança com o do órgão reprodutor masculino em reduzido tamanho e o corpo pituitário com o órgão feminino, o que confirmaria o que diz a ciência sobre essas glândulas estarem diretamente relacionadas às funções cerebrais e aos órgãos reprodutivos.

Também seria interessante trazer aqui o fato de que necropsias feitas em sensitivos, elas teriam comprovado que a pineal destes é bem maior do que em pessoas normais. Na Índia uma necropsia feita num paranormal hindu, teria verificado que a sua pineal apresentava o dobro do tamanho normalmente encontrado.

A fonte da juventude ou o elixir da vida, pelo que argumenta a Sra Heindel, está na nossa alimentação e nos nossos pensamentos. Nas palavras dela: “se vivêssemos uma vida sem mesquinharias, comendo alimentos leves como vegetais e frutas, prestando atenção aos nossos desejos, não precisaríamos sacrificar animais como cobaias para descobrir como recuperar nossa energia perdida. Pagamos um preço alto por termos trocado a vida espiritual de pureza pela vida mundana dos sentidos”. 

Na Maçonaria

Manly P. Hall explica a importância da pinha para a Maçonaria e para as antigas civilizações:

A maçonaria operativa no significado completo do termo revela o processo, pelo qual o Olho de Órus é aberto. E. A. Wallis Budge notou que em alguns papiros ilustrando a entrada das almas dos mortos na sala de julgamento de Osíris, o morto tem um cone de pinha preso no topo da sua cabeça. Os místicos da Grécia levavam um bastão com simbolismos, sendo a parte de cima na forma de um cone de pinha, que era chamado o Tirso de Baco.

No cérebro humano há uma minúscula glândula chamada pineal, que é o olho sagrado dos antigos, e corresponde ao terceiro olho dos ciclopes. Pouco é conhecido concernente a sua função, a qual Descartes sugeriu (mais sabiamente que ele imaginava) ser a morada do espírito humano. Como seu nome implica, a glândula pineal é a sagrada pinha cônica humana – o olho que não pode ser aberto até que o Chiram (o fogo do Espírito) seja elevado através dos sete selos sagrados.

Sobre a pineal e o nosso DNA: Mensagens recentes

Então, após conhecermos um pouco sobre o que os estudiosos espíritas, autores rosa-cruzes e maçons, entre outros, têm a dizer sobre a pineal e suas funções, chegamos à parte mais atualizada das nossas investigações. Apresentaremos agora algumas das pesquisas mais recentes e também mensagens onde entidades cósmicas tocam em assuntos complexos como a verdadeira natureza do nosso DNA, a relação com a pineal e as mudanças planetárias em andamento.

Kryon e a Natureza Magnética e Interdimensional do DNA

Quem conhece os ensinamentos de Kryon, sabe que ele passa importantes informações sobre o processo único da evolução humana, que está ocorrendo neste momento histórico. É literalmente um mensageiro dos novos tempos – da Nova Energia.

Entre os principais temas de Kryon está a informação de que a mudança no campo magnético do planeta é um dos mais importantes mecanismos para a ascensão da humanidade e para a mudança do paradigma consciencial.

Kryon também nos revela que o DNA humano é de natureza magnética e interdimensional, estando diretamente ligado aos nossos estados de consciência e, por isso, é afetado pelas mudanças que ocorrem na energia da Terra e vice versa.:

Nas palavras do próprio Kryon: “o seu DNA interdimensional não é estático. Ele muda a cada dia de sua vida. O que você permite? O que não permite? Que tipo de vibração está absorvendo… ou resistindo para não desenvolver? O DNA responde e muda de acordo com isso dentro de um sistema dinâmico. O DNA não está determinado para toda a sua vida. O projeto da primeira camada (camada física) pode ser a sua “impressão digital” biológica, mas as outras camadas estão sempre em movimento. Se você mudar as outras o suficiente, então até mesmo aquela que pode ver irá mudar.”

“A camada da ascensão está também associada a uma parte do seu corpo. Daremos a você algumas informações biológicas e também a história dessa glândula. A pineal representa a comunicação com a camada de ascensão do DNA. O que acontece com a camada três através do comunicador pineal, modifica a camada um (a camada biológica) e a camada dois (a camada emocional). Agora lemuriano, desejo que volte comigo e olhe no espelho. Sua cabeça é um pouco diferente do que era na época da Lemúria e isto é porque a sua glândula pineal era muito maior naquela época. Foi assim que começou sua jornada. No entanto, há alguns cientistas que se perguntam, se você sequer precisa dela agora! Eles dizem que ela atrofiou e quase desapareceu.”

“Observe: parte da evolução da humanidade irá reverter a si mesma. Quando você começa a conectar a pineal e os atributos de comunicação com a terceira camada, aquela parte que estava dormente se tornará ativa novamente. Mais uma vez a glândula pineal começará crescer. Desta vez ela não mudará o formato de sua cabeça, mas… ela crescerá. Portanto, dizemos isto aos biólogos, para que procurem por esta pineal aumentada, à medida que a humanidade evolui para o próximo milênio.”

Por esta mensagem percebemos que Kryon afirma que a pineal pode ser ativada e suas funções estimuladas para facilitar o processo de ascensão e de evolução. Fica evidente também com esta informação, que qualquer modificação na pineal afeta tanto nosso corpo emocional, quanto nosso corpo físico em sua totalidade. Por isto a pineal está associada ao número 3 (três) que basicamente representa um “catalisador”.

Todd Ovokaitys e os Sons Pineais

Dr. Todd Ovokaitys, médico e cientista chefe da Gematria Products, especialista nas funções do DNA e rejuvenescimento, talvez seja o primeiro cientista no planeta a desenvolver uma tecnologia quântica (vibracional) através de raios lasers e sons para ativar as funções interdimensionais adormecidas do DNA ou como ele mesmo gosta de dizer: “para retirar os véus ou os filtros no DNA que separam o humano do divino”.

Dr. Todd sugere que a pineal contém “células mestras” e que qualquer mudança que aconteça no DNA das células da pineal, ela é então traduzida para todas as células do corpo.

Por isto Dr. Todd desenvolveu um conjunto de sons chamados “Pineal Toning” ou “Sons Pineais” que quando entoados ajudam na ativação das funções evolutivas desta glândula e de todo o corpo, facilitando a conexão com o espírito.

Steve Rother (O Grupo) e os Cristais Pineais

Além de Kryon, mais vozes “do outro lado do véu” têm também nos trazido através de Steve Rother informações sobre o processo evolutivo e as mudanças que acontecem neste momento de transição:

“Neste exato momento estão ocorrendo eventos de re-ligação em seus corpos físicos, especialmente no cérebro. O corpo físico do ser humano está evoluindo e uma dessas importantes mudanças se dá na glândula pineal, embora não se limitem somente a esta localização específica, na qual cristais estão se formando… estruturas cristalinas do mineral chamado calcita”…

“Os cristais que se formaram em seus cérebros, estão nele já faz algum tempo. Embora tenham se mantido dormentes em seus corpos à espera de ativação, a ciência médica só agora começou a vê-los. Estes cristais em formação na glândula pineal a ciência médica diz que são “problemáticos”, pois parecem estar causando dificuldades e desafios para a estrutura fisiológica humana. Todavia lhes dizemos que este é um processo natural de sua evolução e incrivelmente empolgante, porque agora vocês realmente podem ver! Vocês têm discorrido sobre temas como comunicação interior e telepatia, tendo inclusive procurado exercitá-las. Ainda que muitos saibam serem verdadeiras tais habilidades, elas sempre ficaram um pouco fora de alcance para a maioria das pessoas – porém, agora não mais. Entretanto, como ativar estes cristais e utilizá-los para os seus propósitos mais elevados?”

“Neste sentido, já temos algumas respostas, pois tanto “os antigos cientistas da consciência” quanto “os atuais” parecem concordar que a intenção e as vibrações, tanto sonoras quanto do pensamento, exercem um efeito sobre a glândula pineal, fortalecendo e ativando suas funções.“ 

A “Evolução elegante”, de Peggy Phoenix Dubro e David Lapierre

Nas páginas 139 e 140 desse trabalho de Peggy Phoenix Dubro e David Lapierre lemos:

“A configuração de campo magnético dentro do cérebro representa um vórtice interdimensional, que liga nosso universo externo com dimensões virtuais invisíveis, que estão distantes de nossa consciência normal e de nossos sentidos físicos. A geometria destas estruturas hiperespaciais magnéticas são o resultado de contribuições combinadas de campos magnéticos de seis componentes da estrutura cerebral. É importante compreender isto!”

“Os campos tridimensionais completos resultam de contribuições ativas e totais das funções do tálamo, hipotálamo, hipocampo, amídala, pituitária e pineal, coletivamente. Todos estes componentes precisam trabalhar juntos, sinergisticamente para produzir este perfil ideal de campo magnético. Se qualquer um dos seis componentes estiver inativo ou se a contribuição de qualquer um deles for removida (por meio de um funcionamento insuficiente ou dormência) o cérebro então não atingirá seu potencial máximo de funcionamento hiperespacial magnético. E isto significa que é necessária a prática de atividades e exercícios que podem influenciar diretamente essas áreas cerebrais, se o indivíduo quiser evoluir em direção às suas capacidades hiperespaciais potenciais. Temos o potencial para despertar todas as áreas de nosso cérebro e podemos atingir esse nível.”

Também na página 141 do trabalho desses dois estudiosos consta: “toda geometria tem o seu correlato no “domínio da freqüência”, o domínio no qual o cérebro funciona eletromagneticamente. A atividade eletromagnética está inerentemente relacionada com potenciais escalares e hipercampos. Naturalmente todas as visualizações que são dirigidas para a ativação consciente dos centros cerebrais são estímulos diretos à atividade eletromagnética do cérebro. A consciência e a intenção dirigem a atividade dos hipercampos cerebrais.”

Por estes trechos compreendemos que a visualização de determinadas formas geométricas (Geometria Sagrada) pode também ativar os potenciais da pineal e do cérebro como um todo.

Um dos principais exercícios de Kriya Yoga para a expansão da consciência, ensinado por Paramahansa Yogananda, é chamado de estrela prânica e consiste exatamente da visualização de uma estrela de cinco pontas branca na região do “terceiro olho”, envolvida por luz azul e luz dourada.

“A História da Terra” de Drunvalo Melkisedek

Nesse seu trabalho Melkisedek esclarece: “no corpo humano há uma glândula em particular a — a glândula pineal, localizada quase no centro da cabeça, que é um extraordinário fator da consciência. Essa glândula se degenerou, passando de seu tamanho original comparável a uma bola de pinguepongue, para o seu atual tamanho comparável a uma ervilha seca, porque há muito tempo esquecemos como usá-la — e, o que não se usa, se deteriora.”

“A energia prânica fluía exatamente pelo centro da glândula pineal. Essa glândula, de acordo com Jacob Liberman, autor de “Light, the Medicine of the Future” (Luz, a Medicina do Futuro) parece um olho e em certos aspectos é literalmente um globo ocular. É redonda, apresentando uma abertura em uma porção, e nessa abertura há uma lente que concentra luz. É oca, possuindo receptores de cor em seu interior. Seu campo básico de visão embora não tenha sido cientificamente determinado, estende-se para cima – rumo aos céus. Da mesma maneira que os olhos em nosso rosto conseguem olhar até um ângulo de 90 graus a partir da direção na qual estão mirando, a glândula pineal também consegue “olhar” até um ângulo de 90 graus a partir da direção fixada (para cima). E assim como não conseguimos olhar a parte de trás de nossas cabeças, a glândula pineal não consegue olhar para baixo.”

“Encerradas na glândula pineal — mesmo em seu tamanho reduzido, estão todas as geometrias e compreensões de como exatamente a Realidade foi criada. Está tudo lá, em cada pessoa. A maioria de nós perdeu suas recordações durante a queda, e apenas agora começamos nos lembrar dessas geometrias e compreensões e ter acesso a elas. Sem nossas recordações passamos a respirar de forma diferente. Em vez de absorvermos prana por meio da glândula pineal, fazendo o ar circular em nosso tubo central de cima abaixo, passamos a inspirá-lo pelo nariz e boca. Isso fez com que o prana se desviasse da glândula píneal e, em conseqüência, vemos as coisas de uma forma totalmente diferente, por intermédio de uma interpretação diferente da Realidade – de vivenciar a ilusão do bem e do mal ou da consciência polarizada.”

“O resultado dessa consciência polarizada é que também pensamos estar dentro de um corpo olhando para fora e, portanto de certa forma achamos, que estamos separados do que está fora. Isso é pura ilusão, que parece ser real, mas não existe absolutamente nenhuma verdade nessa percepção. É meramente a visão que temos a partir deste estado degradado.”

“Por exemplo, nada há de errado de como as coisas acontecem, pois Deus está no controle da Criação. De certo ponto de vista – de uma visão polarizada, observando o planeta e como ele evolui, não deveríamos “ter caído aqui”. Segundo uma curva normal da evolução nós não deveríamos estar aqui. Aconteceu-nos algo que não deveria ter acontecido. Passamos por uma mutação — houve uma quebra cromossômica, pode-se dizer. Então a Terra tem estado em alerta há quase 13 mil anos — e muitos seres (de vários níveis de consciência) têm trabalhado juntos para descobrir como nos devolver ao caminho que percorríamos antes. E o efeito dessa “queda equivocada de consciência” e os conseqüentes esforços para nos colocar de novo no caminho certo, é que algo realmente bom, algo inesperado, algo espantoso resultou disso tudo. Seres dos quatro cantos do Universo vêm tentando nos ajudar nesse nosso problema. Iniciaram vários experimentos conosco num esforço para ajudar — alguns estão autorizados a fazê-lo e outros não.”

A Pineal e sua Simbologia até nos vídeo-clips

Um exemplo bem recente de que o ocultismo e seus simbolismos estão sendo usados de modo direto nas produções cinematográficas ou na indústria da música é o vídeo para o single “Meet me Halfway” da banda Black Eyed Peas. Naturalmente, se digo “de modo direto”, é para quem tenha olhos para vê-los. Porque mesmo para os já “iniciados” (como podemos agora nos considerar) podem não perceber as evidências, se não estiverem acreditando que até a música pop (no caso um pop-rap-rock) bebe nessas fontes.

A letra da música parece apenas apresentar mais uma estória de encontros e desencontros de algum par romântico. Mas, o vídeo que acompanha a canção revela um significado muito mais amplo e até cósmico.

Não iremos aqui nos deter na descrição do que ocorre nas várias cenas. Aconselhamos quem quiser que assista ao vídeo e, para um maior detalhamento pode encontrar no site “The Illuminate Watch” com o título “Symbolism of The Black Eyed Peas Meet Me Halfway”, posted by admin on March 30, 2010. Em resumo, é uma busca por iluminação baseada em ensinamentos esotéricos. E para nós o que interessa, é o fato de um dos membros da banda (e personagem) do vídeo, estar levando um cajado com a extremidade de cima em forma de pinha.

Admin neste vídeo escreve: “As pinhas tem sido associadas no Ocultismo com a iluminação espiritual. Se procurarmos nos antigos babilônios, egípcios, gregos ou cristãos, a pinha tem representado o misterioso elo entre o mundo físico e o espiritual, que pode ser achado no cérebro humano.”

“A glândula pineal, conhecida também como “o terceiro olho”, é representada pela pinha e em relação a ela é ensinado pelas Escolas de Mistérios, que para abrir as portas da percepção espiritual, os sete chácaras devem estar ativados adequadamente.” 

Conclusões finais, mas apenas por enquanto… É claro…

Em nossa jornada que busca esclarecimentos sobre a relevância do ícone da pinha na história das artes e da espiritualidade, a nossa pesquisa nos levou ao mundo dos espíritos e até às entidades cósmicas. No entanto, o mais estimulante de tudo isso é que começamos a nos dar conta, que o verdadeiro tesouro permanece naufragado! Ou melhor, apenas desponta um pouco do seu brilho acima de areias profundas! E ele está dentro de cada um de nós! Afinal, a pineal não é privilégio dos Santos, dos Mestres Ascensionados ou dos Seres de outros mundos, que nos dizem, inclusive, que nós seres humanos somos muito mais do que pensamos. Mas, forças anti-evolutivas nos (des) educam para assim pensarmos – para continuarmos ser o que não somos. Aliás, nenhuma novidade nisso, pois o Mestre Jesus já o dizia há 2.000 anos… não é mesmo?

Em Mateus 5: 14-16 o Mestre nos diz: “Vós sois a Luz do Mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte. Nem se acende uma lâmpada e se coloca debaixo do alqueire, mas no candelabro, para que assim ela brilhe para todos que estão na casa. Brilhe do mesmo modo a vossa Luz diante dos homens, para que vendo as vossas boas obras, eles glorifiquem vosso Pai que está nos céus”.

E em Lucas 11: 34 lemos: “A lâmpada do teu corpo é o teu olho. Se o teu olho estiver são, todo o teu corpo ficará também iluminado”.

No entanto, acontece que praticamente quase todos nós ainda estamos por enquanto tateando no escuro em relação à ativação ou à reativação de nossa famosa glândula – daquela das revelações internas ou do contato com planos mais sutis. Embora sabendo que o tempo é cada vez mais curto, principalmente para quem ainda pretende atender a todas as inúmeras demandas da vida urbana atual, nos resta ter paciência, sabedoria e dar tempo ao tempo, sabendo-se que cada um tem o seu próprio tempo para evoluir, mesmo que a transição planetária exija pressa de todos.

Então, a quem interessa a enxurrada ininterrupta de imagens, informações rasteiras e tarefas esgotantes que são despejadas o tempo todo sobre nossas cabeças (com o nosso consentimento, infelizmente)? Talvez seja aqueles que sabem do nosso potencial mais do que nós mesmos, mas preferem por medida de controle e perpetuação do sistema de poder vigente, que continuemos distraídos ou ocupados demais para “viajar para dentro”.

Pesquisas científicas recentes como da psicóloga Yuhong Jiang, da Universidade de Harvard, com resultados publicados pela revista Época de 27 de fevereiro de 2006, comprovaram que o cérebro humano é incapaz de processar duas coisas ao mesmo tempo:

“Além de não ter essa capacidade ele forma uma fila de tarefas que atrapalha a execução geral, provocando erros e atrasos”, diz ela. “O que as pessoas fazem é ir e vir. Balançam entre uma coisa e outra e assim, acabam sempre prestando menos atenção em alguma delas.”

Já filosofava “o velho” Demócrito no século V a.C. sobre o prazer: “Ocupe-se um pouco de ser feliz.” Neste sentido o escritor Paulo Nogueira concorda, comentando que sobrecarregar a agenda ou a cabeça traz inevitavelmente angústia. De fato, muitos outros têm aconselhado o caminho da interiorização, como Sócrates e sua máxima encontrada na entrada do Oráculo de Delfos, na Grécia: “Conheça-te a ti mesmo”.

Temos agora um motivo a mais (e que motivo!…), para buscar uma vida com maior simplicidade, sossego e, por que não dizer, com mais economia nesse caminho do meio!

Com o conhecimento e o desenvolvimento dessa cada vez mais menos desconhecida “antena interior”, podemos agora acessar as dimensões outras e “aos filmes” bem mais elucidativos!

Teremos em breve uma quantidade inesgotável de novos “canais” a assistir no conforto do lar e… de graça!


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